AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Sobre a terapia nutricional parenteral (NPT), assinale a alternativa INCORRETA:
NPT pode ser central ou periférica; a periférica é para curto prazo e menor osmolaridade.
A Terapia Nutricional Parenteral (NPT) pode ser administrada tanto por cateter venoso central quanto periférico. A NPT periférica é utilizada para suporte nutricional de curto prazo e com soluções de menor osmolaridade, devido ao risco de flebite em veias periféricas.
A Terapia Nutricional Parenteral (NPT) é uma forma de suporte nutricional que fornece nutrientes diretamente na corrente sanguínea, contornando o trato gastrointestinal. É uma intervenção vital para pacientes que não conseguem absorver ou tolerar a nutrição enteral, ou quando suas necessidades nutricionais não podem ser supridas por essa via. A indicação deve ser precoce em pacientes com pior estado nutricional ou hipercatabolismo. A NPT pode ser administrada por duas vias principais: cateter venoso central (NPT central) ou cateter venoso periférico (NPT periférica). A NPT central é a mais comum, permitindo a infusão de soluções hiperosmolares e de alto volume por longos períodos, sendo ideal para suporte nutricional completo. A NPT periférica, por sua vez, é limitada a soluções de menor osmolaridade e é utilizada para suporte nutricional parcial ou por curtos períodos (geralmente menos de 10-14 dias), devido ao risco de flebite e extravasamento em veias periféricas. As complicações da NPT são diversas e podem ser classificadas em mecânicas (relacionadas à inserção e manutenção do cateter), infecciosas (infecções de corrente sanguínea associadas ao cateter) e metabólicas (desequilíbrios eletrolíticos, hiperglicemia, doença hepática, síndrome de realimentação). O manejo adequado da NPT exige monitoramento rigoroso e uma equipe multidisciplinar para otimizar os resultados e minimizar os riscos.
A NPT é indicada quando o trato gastrointestinal não pode ser utilizado ou é insuficiente para atender às necessidades nutricionais, como em casos de íleo paralítico prolongado, fístulas de alto débito, síndrome do intestino curto grave ou má absorção severa.
A NPT central é administrada por cateter em veias de grande calibre (ex: subclávia, jugular), permitindo soluções de alta osmolaridade e volume por longos períodos. A NPT periférica usa veias menores, para soluções de menor osmolaridade e por curto prazo, devido ao risco de flebite.
As complicações podem ser mecânicas (relacionadas ao cateter, como pneumotórax, trombose), infecciosas (sepse relacionada ao cateter) e metabólicas (hiperglicemia, distúrbios eletrolíticos, doença hepática associada à NPT).
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