Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
A pancreatite aguda grave determina aumento da resposta metabólica e inflamatória e do catabolismo. A resultante desse processo é uma deterioração do estado nutricional e grande consumo de massa magra. Quanto à terapia nutricional na pancreatite aguda, é CORRETO afirmar que:
Pancreatite aguda grave: nutrição enteral preferencial, parenteral apenas se falha enteral ou contraindicações específicas.
Na pancreatite aguda grave, a via enteral é a preferencial, devendo ser iniciada precocemente. A nutrição parenteral é reservada para casos de falha da via enteral ou contraindicações absolutas, como íleo prolongado ou fístulas de alto débito.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com um espectro de gravidade que varia de leve a grave, podendo levar a falência de múltiplos órgãos. A resposta inflamatória sistêmica e o catabolismo acentuado exigem um suporte nutricional adequado para prevenir a desnutrição e suas complicações, sendo um pilar fundamental no manejo desses pacientes. A terapia nutricional na pancreatite aguda grave visa atenuar o catabolismo e preservar a massa magra. A via enteral é a preferencial, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana e tem menor custo e risco de complicações em comparação com a via parenteral. Deve ser iniciada precocemente, geralmente nas primeiras 24-48 horas, assim que o paciente estiver hemodinamicamente estável e sem íleo paralítico grave. A nutrição parenteral total (NPT) é reservada para situações em que a via enteral é contraindicada ou não é tolerada, como em casos de íleo prolongado, fístulas de alto débito, isquemia intestinal ou síndrome compartimental abdominal. A suplementação de glutamina, embora estudada, não tem indicação universal e doses elevadas podem ser prejudiciais em pacientes críticos. O manejo nutricional deve ser individualizado, visando otimizar a recuperação e reduzir a morbimortalidade.
A via preferencial é a enteral, devendo ser iniciada precocemente, assim que houver estabilidade hemodinâmica.
A nutrição parenteral é indicada apenas quando a via enteral não é possível ou falha em atingir os requerimentos, como em casos de íleo prolongado, fístula pancreática ou síndrome compartimental abdominal.
A suplementação de glutamina em doses elevadas (>1,2 g/kg) não é rotineiramente recomendada e pode até ser prejudicial em pacientes críticos.
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