PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
A terapia nutricional adequada é muito útil no manejo de pacientes com fístulas intestinais, interferindo diretamente em seu prognóstico. Em relação ao emprego de terapia nutricional em pacientes com fístulas digestivas, assinale a alternativa ERRADA:
Fístulas intestinais de alto débito/proximais → Nutrição Parenteral inicial; Nutrição Enteral ≠ apenas fórmulas oligoméricas.
A escolha da terapia nutricional em fístulas intestinais depende da localização e débito. Fístulas de alto débito ou proximais geralmente requerem nutrição parenteral inicial para desviar o fluxo e permitir cicatrização, enquanto fístulas distais ou de baixo débito podem se beneficiar da nutrição enteral, que não se restringe a fórmulas oligoméricas.
As fístulas intestinais representam uma complicação grave, com alta morbimortalidade, e o manejo nutricional é um pilar fundamental para o prognóstico. A terapia nutricional visa manter o estado nutricional do paciente, promover a cicatrização da fístula e prevenir complicações. A escolha entre nutrição enteral (NE) e parenteral (NP) depende de múltiplos fatores, incluindo localização, débito, condição clínica do paciente e presença de sepse. Fístulas de alto débito (geralmente >500 mL/24h) ou localizadas no trato gastrointestinal proximal (duodeno, jejuno proximal) frequentemente requerem nutrição parenteral total (NPT) para proporcionar repouso intestinal e desviar o fluxo de secreções, otimizando as chances de fechamento espontâneo. Em contraste, fístulas de baixo débito ou localizadas mais distalmente (esôfago, íleo distal, cólon) podem se beneficiar da nutrição enteral, desde que haja um segmento intestinal funcional distal à fístula para absorção adequada. É um equívoco comum pensar que apenas fórmulas oligoméricas são seguras para NE nesses casos; fórmulas poliméricas podem ser usadas se a função intestinal permitir. O monitoramento rigoroso do débito da fístula e da tolerância à dieta é crucial. Um aumento significativo do débito com a NE pode indicar a necessidade de transição para NPT exclusiva. A abordagem multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, nutrólogos e enfermeiros, é essencial para um manejo eficaz, visando a estabilização clínica, o controle da sepse e a eventual resolução cirúrgica ou espontânea da fístula.
A nutrição parenteral é indicada inicialmente para fístulas de alto débito (>500ml/24h) ou proximais (duodeno, jejuno proximal) para desviar o fluxo e promover o repouso intestinal, favorecendo o fechamento espontâneo.
Em fístulas de baixo débito ou distais, tanto fórmulas poliméricas quanto oligoméricas podem ser utilizadas, dependendo da função intestinal residual e da tolerância do paciente. Fórmulas oligoméricas são preferidas em casos de má absorção ou disfunção intestinal.
Fístulas de esôfago, íleo distal e cólon podem se beneficiar da nutrição enteral, pois permitem a passagem do alimento distalmente à fístula. Fístulas proximais (duodeno, jejuno) ou de alto débito geralmente exigem nutrição parenteral.
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