Nutrição Enteral Precoce: Benefícios no Paciente Cirúrgico

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Durante o jejum, algumas alterações hormonais e metabólicas ocorrem para que o organismo se adapte à situação imposta. O conhecimento dessas alterações manifestadas no jejum serve para enfatizar a necessidade de tentar, sempre que possível, minimizar as suas repercussões no paciente cirúrgico. Assim, nesse paciente,

Alternativas

  1. A) a terapia nutricional enteral precoce melhora a resposta imunológica local e sistêmica, evita a translocação bacteriana, melhora o trofismo e a integridade da barreira intestinal, minimiza a resposta metabólica ao trauma e diminui a ocorrência de sepse.
  2. B) os nutrientes devem ser administrados por via parenteral quando ele não conseguir suas necessidades nutricionais pela via oral. A administração dos nutrientes por via parenteral poderá ser total ou combinada. 
  3. C) a nutrição enteral deve ser preterida em relação à nutrição parenteral na ocorrência de instabilidade hemodinâmica. 
  4. D) a nutrição parenteral, quando indicada, deve ser iniciada com administração de 100% das calorias e nutrientes diários necessários, durante um período de 12 anos, por meio de bomba de infusão.

Pérola Clínica

Terapia nutricional enteral precoce → ↓ sepse, ↑ imunidade, ↓ translocação bacteriana.

Resumo-Chave

A terapia nutricional enteral precoce em pacientes cirúrgicos é fundamental para modular a resposta inflamatória, preservar a integridade da barreira intestinal e evitar complicações como a translocação bacteriana e a sepse, superando os benefícios da nutrição parenteral quando o trato gastrointestinal está funcional.

Contexto Educacional

O jejum pré-operatório prolongado, historicamente praticado, tem sido reavaliado à luz dos avanços no entendimento da resposta metabólica ao trauma e da importância da nutrição. O jejum induz alterações hormonais e metabólicas que podem ser deletérias, como catabolismo proteico e resistência à insulina. A terapia nutricional em pacientes cirúrgicos visa minimizar essas repercussões e otimizar a recuperação. A fisiopatologia do jejum envolve a mobilização de reservas energéticas, com glicogenólise e gliconeogênese, e a ativação de vias catabólicas. A integridade da barreira intestinal é crucial para evitar a translocação bacteriana, um fator que contribui para a sepse. A nutrição enteral precoce, quando o trato gastrointestinal está funcional, é a via preferencial. A terapia nutricional enteral precoce melhora a resposta imunológica local e sistêmica, mantém o trofismo e a integridade da barreira intestinal, minimiza a resposta metabólica ao trauma e diminui a ocorrência de sepse. A nutrição parenteral é reservada para situações onde a via enteral não é possível ou suficiente. O manejo nutricional adequado é um pilar fundamental no cuidado perioperatório moderno, contribuindo significativamente para a redução de morbidade e mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais os principais benefícios da terapia nutricional enteral precoce?

Melhora a resposta imunológica local e sistêmica, evita a translocação bacteriana, melhora o trofismo e a integridade da barreira intestinal, minimiza a resposta metabólica ao trauma e diminui a ocorrência de sepse.

Quando a nutrição parenteral é indicada em pacientes cirúrgicos?

A nutrição parenteral é indicada quando o trato gastrointestinal não está funcional ou não pode ser utilizado para atingir as necessidades nutricionais, como em casos de íleo paralítico prolongado, fístulas de alto débito ou isquemia intestinal.

Como o jejum prolongado afeta o paciente cirúrgico?

O jejum prolongado pode levar à desnutrição, atrofia da mucosa intestinal, aumento da translocação bacteriana, comprometimento da função imunológica e piora da resposta metabólica ao trauma, impactando negativamente a recuperação.

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