SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Durante o jejum, algumas alterações hormonais e metabólicas ocorrem para que o organismo se adapte à situação imposta. O conhecimento dessas alterações manifestadas no jejum serve para enfatizar a necessidade de tentar, sempre que possível, minimizar as suas repercussões no paciente cirúrgico. Assim, nesse paciente,
Terapia nutricional enteral precoce → ↓ sepse, ↑ imunidade, ↓ translocação bacteriana.
A terapia nutricional enteral precoce em pacientes cirúrgicos é fundamental para modular a resposta inflamatória, preservar a integridade da barreira intestinal e evitar complicações como a translocação bacteriana e a sepse, superando os benefícios da nutrição parenteral quando o trato gastrointestinal está funcional.
O jejum pré-operatório prolongado, historicamente praticado, tem sido reavaliado à luz dos avanços no entendimento da resposta metabólica ao trauma e da importância da nutrição. O jejum induz alterações hormonais e metabólicas que podem ser deletérias, como catabolismo proteico e resistência à insulina. A terapia nutricional em pacientes cirúrgicos visa minimizar essas repercussões e otimizar a recuperação. A fisiopatologia do jejum envolve a mobilização de reservas energéticas, com glicogenólise e gliconeogênese, e a ativação de vias catabólicas. A integridade da barreira intestinal é crucial para evitar a translocação bacteriana, um fator que contribui para a sepse. A nutrição enteral precoce, quando o trato gastrointestinal está funcional, é a via preferencial. A terapia nutricional enteral precoce melhora a resposta imunológica local e sistêmica, mantém o trofismo e a integridade da barreira intestinal, minimiza a resposta metabólica ao trauma e diminui a ocorrência de sepse. A nutrição parenteral é reservada para situações onde a via enteral não é possível ou suficiente. O manejo nutricional adequado é um pilar fundamental no cuidado perioperatório moderno, contribuindo significativamente para a redução de morbidade e mortalidade.
Melhora a resposta imunológica local e sistêmica, evita a translocação bacteriana, melhora o trofismo e a integridade da barreira intestinal, minimiza a resposta metabólica ao trauma e diminui a ocorrência de sepse.
A nutrição parenteral é indicada quando o trato gastrointestinal não está funcional ou não pode ser utilizado para atingir as necessidades nutricionais, como em casos de íleo paralítico prolongado, fístulas de alto débito ou isquemia intestinal.
O jejum prolongado pode levar à desnutrição, atrofia da mucosa intestinal, aumento da translocação bacteriana, comprometimento da função imunológica e piora da resposta metabólica ao trauma, impactando negativamente a recuperação.
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