Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
A terapia nutricional enteral é a primeira escolha de alimentação para o paciente que tem o trato gastrointestinal funcionante e não consegue ou não pode alimentar-se pela via oral. Sobre as principais vantagens e desvantagens quanto à localização da sonda ou estoma para realização de tal terapia nutricional, assinale a alternativa correta.
Sonda gástrica: Permite progressão mais rápida da dieta enteral para atingir metas nutricionais.
A localização gástrica para terapia nutricional enteral é geralmente preferível quando o trato gastrointestinal superior está funcionante, pois permite uma progressão mais rápida do volume e da concentração da dieta. Isso facilita o alcance das necessidades nutricionais do paciente de forma mais eficiente, sendo uma vantagem importante em muitos cenários clínicos.
A via pós-pilórica (jejunal ou duodenal) é indicada para pacientes com alto risco de aspiração, gastroparesia ou obstrução gástrica. Embora reduza o risco de aspiração, a progressão da dieta é geralmente mais lenta, e a administração contínua com bomba de infusão é frequentemente necessária para evitar intolerância intestinal. A escolha da via deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente e os objetivos da terapia nutricional para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
A principal vantagem da localização gástrica é a capacidade de administrar volumes maiores de dieta e progredir mais rapidamente para atingir as necessidades nutricionais do paciente, aproveitando a capacidade de reservatório e a digestão gástrica. É também mais fisiológica e geralmente mais fácil de inserir.
A localização pós-pilórica é preferível em pacientes com alto risco de aspiração (por exemplo, refluxo gastroesofágico grave, retardo do esvaziamento gástrico, intubação orotraqueal prolongada), pancreatite aguda grave ou fístulas gástricas, pois desvia o estômago e reduz o risco de refluxo e aspiração.
Sim, a nutrição enteral gástrica geralmente tolera melhor a administração intermitente por bolus ou gotejamento gravitacional sem bomba de infusão, devido à capacidade de reservatório do estômago. A via pós-pilórica, por outro lado, requer infusão contínua e, frequentemente, bomba para evitar distensão intestinal e diarreia.
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