Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Com relação à terapia medicamentosa expulsiva para cálculos ureterais, NÃO é correto afirmar:
Alfa-bloqueadores (tansulosina) são eficazes para cálculos ureterais distais > 5 mm, não apenas < 5 mm.
A terapia medicamentosa expulsiva, especialmente com alfa-bloqueadores como a tansulosina, é mais eficaz para cálculos ureterais distais, e sua eficácia se estende a cálculos maiores que 5 mm, não se limitando apenas aos menores. A afirmação na alternativa C é incorreta por restringir a eficácia aos cálculos < 5 mm.
A litíase ureteral é uma condição comum que causa dor intensa e pode levar a complicações sérias. A terapia medicamentosa expulsiva (TME) é uma abordagem conservadora para o tratamento de cálculos ureterais, especialmente aqueles localizados na porção distal do ureter e com tamanho inferior a 10 mm. Essa terapia visa facilitar a passagem espontânea do cálculo, evitando procedimentos invasivos. Os alfa-bloqueadores, como a tansulosina, são a base da TME. Eles atuam relaxando a musculatura lisa do ureter, diminuindo o espasmo e a resistência ao fluxo urinário, o que facilita a expulsão do cálculo e pode reduzir a dor. A eficácia da tansulosina é bem estabelecida para cálculos ureterais distais, e estudos mostram benefício para cálculos de até 10 mm, não se restringindo apenas aos menores que 5 mm. Outras medicações, como inibidores da PDE5 e corticosteroides, não possuem evidência robusta para uso adjuvante. A TME deve ser monitorada de perto, e sua descontinuação é necessária se surgirem complicações como infecção urinária, dor refratária que não responde à analgesia, ou evidência de piora da função renal devido à obstrução. O acompanhamento com exames de imagem é fundamental para avaliar a progressão do cálculo. O tratamento conservador é uma opção valiosa, mas a seleção adequada do paciente e o monitoramento são cruciais para o sucesso e a segurança.
É indicada para pacientes com cálculos ureterais pequenos (geralmente < 10 mm), sem sinais de infecção, dor refratária ou obstrução renal grave, que são favoráveis ao tratamento conservador.
Os alfa-bloqueadores, como a tansulosina, relaxam a musculatura lisa do ureter, especialmente na porção distal, facilitando a passagem do cálculo e reduzindo a dor. São eficazes para cálculos distais de até 10 mm.
A terapia deve ser descontinuada se houver complicações como infecção do trato urinário, dor refratária que não cede à analgesia, piora da função renal, ou se o cálculo não progredir após um período razoável (geralmente 4-6 semanas).
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