UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
Mulher 53 anos, GIV PIV AO, 4 partos normais, sem comorbidades, menopausada aos 52 anos, queixa-se de fogacho intenso em média 4 a 6 episódios/dia, acompanhados por sudorese intensa e palpitações, relata início do quadro há 1 ano com piora nos últimos 3 meses, associado com perda de sono principalmente após surgimento das ondas de calor, ressecamento vaginal, perda de libido e dispareunia de penetração. A conduta adequada para alívio dos sintomas será:
Menopausa com fogachos intensos + atrofia vaginal → TH combinada sistêmica + estrogênio tópico vaginal.
Para sintomas vasomotores sistêmicos intensos (fogachos, sudorese, palpitações) e sintomas de atrofia vaginal (ressecamento, dispareunia), a conduta mais adequada é a terapia hormonal sistêmica (combinada, se útero presente) para os sintomas sistêmicos, associada à estrogenioterapia tópica vaginal para alívio direto dos sintomas locais.
O manejo da menopausa exige uma abordagem individualizada, considerando a intensidade dos sintomas e os riscos e benefícios das terapias disponíveis. Mulheres que apresentam sintomas vasomotores intensos, como fogachos e sudorese noturna que afetam o sono, juntamente com sintomas de atrofia urogenital, como ressecamento vaginal e dispareunia, necessitam de uma estratégia terapêutica abrangente. A terapia hormonal sistêmica é a abordagem mais eficaz para o controle dos sintomas vasomotores moderados a graves. Em mulheres com útero intacto, a terapia combinada (estrogênio e progesterona) é essencial para proteger o endométrio da hiperplasia induzida pelo estrogênio. A via transdérmica pode ser preferível em algumas situações, como em mulheres com risco aumentado de trombose ou dislipidemia. Para os sintomas de atrofia urogenital, a estrogenioterapia tópica vaginal é altamente eficaz e segura, pois atua diretamente na mucosa vaginal com absorção sistêmica mínima. Isso permite um alívio significativo do ressecamento, coceira e dispareunia, melhorando a qualidade de vida sexual, sem os riscos sistêmicos associados à TH oral ou transdérmica em doses elevadas. A combinação de TH sistêmica para sintomas vasomotores e estrogênio tópico para atrofia vaginal é frequentemente a conduta mais completa e eficaz.
A terapia hormonal combinada (estrogênio + progesterona) é indicada para mulheres com útero intacto para prevenir a hiperplasia endometrial induzida pelo estrogênio, sendo eficaz no controle dos sintomas vasomotores.
A estrogenioterapia tópica atua diretamente na mucosa vaginal, aliviando o ressecamento, a dispareunia e outros sintomas de atrofia com mínima absorção sistêmica, reduzindo os riscos associados à TH sistêmica.
A tibolona é um esteroide sintético com propriedades estrogênicas, progestagênicas e androgênicas, que pode ser uma alternativa para sintomas vasomotores e atrofia vaginal, mas possui um perfil de risco e benefício diferente da TH convencional.
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