SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Em relação à terapia hormonal da pós-menopausa (TH) em mulheres com síndrome metabólica, está correto afirmar que a TH
TH pós-menopausa em síndrome metabólica: via transdérmica preferível para ↓ riscos cardiovasculares.
Em mulheres com síndrome metabólica, hipertensão, hipertrigliceridemia, obesidade ou diabetes, a terapia hormonal transdérmica é preferível à oral, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática, minimizando os efeitos negativos no perfil lipídico e nos fatores de coagulação.
A terapia hormonal (TH) na pós-menopausa é uma opção para o manejo dos sintomas vasomotores e prevenção da osteoporose, mas sua indicação e via de administração devem ser cuidadosamente avaliadas, especialmente em mulheres com comorbidades como a síndrome metabólica. A síndrome metabólica, caracterizada por hipertensão, dislipidemia, obesidade abdominal e resistência à insulina, aumenta o risco cardiovascular e exige uma abordagem individualizada da TH. A escolha da via de administração da TH é crucial. A terapia estrogênica transdérmica é geralmente preferível para mulheres com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, hipertrigliceridemia, obesidade ou diabetes, que são componentes da síndrome metabólica. Isso ocorre porque a via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepática, minimizando os efeitos negativos sobre os fatores de coagulação, triglicerídeos e pressão arterial, em comparação com a via oral. Em contraste, a TH oral pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos e dislipidemia devido à sua influência no metabolismo hepático. A tibolona, um esteroide sintético com propriedades estrogênicas, progestagênicas e androgênicas, tem um perfil de risco diferente, mas não é isenta de riscos cardiovasculares, especialmente em mulheres mais velhas ou com comorbidades. É fundamental que a decisão sobre a TH seja baseada em uma avaliação risco-benefício individualizada, considerando a idade da mulher, o tempo desde a menopausa e a presença de comorbidades.
A via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepática, resultando em menor impacto nos fatores de coagulação, triglicerídeos e pressão arterial, o que é benéfico em mulheres com síndrome metabólica.
A TH oral pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos e dislipidemia devido ao seu efeito no metabolismo hepático, sendo menos segura para mulheres com hipertensão, hipertrigliceridemia ou obesidade.
A tibolona, embora tenha um perfil de risco diferente, não é isenta de riscos cardiovasculares, especialmente em mulheres acima de 65 anos com comorbidades da síndrome metabólica, e sua indicação deve ser cautelosa.
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