Terapia Hormonal Pós-Histerectomia: Manejo de Sintomas e Osteopenia

IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 52 anos apresenta sintomas climatéricos há 2 anos. AP: histerectomia total por leiomioma há 6 anos, nega doenças crônicas. AF: mãe com osteoporose, nega câncer de mama. Mamografia BIRADS 2. Densitometria óssea: coluna lombar T-score de –1,5 desvio-padrão e em colo de fêmur T-score de –1,3 desvio-padrão. O plano terapêutico mais adequado é :

Alternativas

  1. A) terapia hormonal estroprogestativa e bisfosfonatos.
  2. B) terapia estrogênica isolada e exercícios físicos de intensidade moderada.
  3. C) bisfosfonatos e carbonato de cálcio associado à vitamina D.
  4. D) terapia estrogênica isolada e carbonato de cálcio associado à vitamina D.

Pérola Clínica

Mulher histerectomizada com sintomas climatéricos e osteopenia, sem contraindicações, beneficia-se de terapia estrogênica isolada + cálcio/vitamina D.

Resumo-Chave

Em mulheres histerectomizadas, a terapia estrogênica isolada é a escolha para alívio dos sintomas climatéricos e prevenção de perda óssea, pois não há útero para proteger com progesterona. A suplementação de cálcio e vitamina D é fundamental para a saúde óssea, especialmente na osteopenia.

Contexto Educacional

A menopausa é um período de transição na vida da mulher, marcado pela cessação da menstruação e declínio dos níveis hormonais, principalmente estrogênio. Isso pode levar a sintomas climatéricos como fogachos, distúrbios do sono e alterações de humor, além de acelerar a perda de massa óssea, resultando em osteopenia e osteoporose. O manejo desses sintomas e a prevenção de complicações são cruciais para a qualidade de vida da mulher. Para mulheres histerectomizadas, como no caso apresentado, a terapia hormonal de escolha para o alívio dos sintomas climatéricos e prevenção da perda óssea é a terapia estrogênica isolada. A progesterona não é necessária na ausência do útero, pois seu papel principal é proteger o endométrio da hiperplasia induzida pelo estrogênio. A paciente do caso tem osteopenia (T-score -1,5 e -1,3), o que justifica a intervenção para a saúde óssea. O plano terapêutico mais adequado para esta paciente inclui a terapia estrogênica isolada para os sintomas climatéricos e a prevenção da perda óssea, combinada com a suplementação de carbonato de cálcio e vitamina D, que são essenciais para a manutenção da densidade mineral óssea. Exercícios físicos de intensidade moderada também são importantes, mas a questão busca o plano terapêutico medicamentoso. A ausência de contraindicações como câncer de mama ou trombose venosa profunda, e a mamografia BIRADS 2, apoiam a segurança da TH neste caso.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre terapia estrogênica isolada e estroprogestativa?

A terapia estrogênica isolada (TEI) é usada em mulheres que não possuem útero (histerectomizadas), pois o estrogênio sozinho não causa hiperplasia endometrial. A terapia estroprogestativa (TEP) é para mulheres com útero intacto, onde a progesterona é adicionada para proteger o endométrio do risco de câncer induzido pelo estrogênio.

Por que a suplementação de cálcio e vitamina D é importante neste caso?

A paciente apresenta osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5), um estágio anterior à osteoporose. A suplementação de cálcio e vitamina D é crucial para otimizar a saúde óssea, reduzir a perda de massa óssea e prevenir a progressão para osteoporose e fraturas.

Quais são os benefícios da terapia hormonal na pós-menopausa?

A terapia hormonal é eficaz no alívio dos sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos), melhora da qualidade de vida, prevenção da perda óssea e redução do risco de fraturas osteoporóticas. Também pode melhorar sintomas geniturinários e humor.

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