Menopausa Pós-Câncer de Ovário: Opções de Tratamento

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 40 anos de idade refere ter sido operada há 6 meses por câncer epitelial de ovário estádio I, quando foi realizada histerectomia e anexectomia bilateral. Logo após a cirurgia, começou a sentir fogachos e insônia e, mais recentemente, refere ressecamento vaginal com dispareunia. Para o tratamento dessas queixas, dentre as opções abaixo, a mais adequada é

Alternativas

  1. A) contraindicar terapia estrogênica sistémica e manter hidratantes vaginais.
  2. B) Indicar terapia hormonal com estrogênio local e sistêmico.
  3. C) prescrever progestagênio transdérmico.
  4. D) contraindicar terapia hormonal combinada e prescrever estrogênio vaginal.
  5. E) prescrever terapia hormonal transdérmica combinada em baixa dose.

Pérola Clínica

Câncer epitelial de ovário estádio I pós-ooforectomia → TH com estrogênio local e sistêmico pode ser indicada para sintomas graves.

Resumo-Chave

Em mulheres jovens com menopausa cirúrgica após câncer epitelial de ovário em estágio inicial (estádio I), a terapia hormonal (TH) com estrogênio pode ser considerada para aliviar sintomas vasomotores e geniturinários graves, melhorando a qualidade de vida. A decisão deve ser individualizada, ponderando riscos e benefícios.

Contexto Educacional

A menopausa cirúrgica, induzida pela ooforectomia bilateral, pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de mulheres jovens, devido ao início abrupto e à intensidade dos sintomas climatéricos. Em pacientes com histórico de câncer, a decisão sobre a terapia hormonal (TH) é complexa e deve ser individualizada, considerando o tipo e o estágio do câncer, bem como os riscos e benefícios da TH. Para o câncer epitelial de ovário em estágio inicial (estádio I), a literatura atual sugere que a TH com estrogênio pode ser segura e eficaz para aliviar os sintomas da menopausa, sem aumentar o risco de recorrência ou mortalidade. Isso difere da contraindicação da TH em casos de câncer de mama, onde os receptores hormonais desempenham um papel crucial. A paciente do caso, com 40 anos e sintomas graves, se beneficiaria da TH para melhorar sua qualidade de vida. O tratamento deve abordar tanto os sintomas sistêmicos (fogachos, insônia) quanto os locais (ressecamento vaginal, dispareunia). Portanto, a indicação de estrogênio local e sistêmico é a mais adequada. A ausência de útero na paciente elimina a necessidade de progestagênio para proteção endometrial. Residentes devem estar cientes dessas nuances para oferecer o melhor cuidado às pacientes oncológicas que enfrentam a menopausa precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas comuns da menopausa cirúrgica em mulheres jovens?

A menopausa cirúrgica, especialmente em mulheres jovens, pode levar a sintomas intensos como fogachos, suores noturnos, insônia, alterações de humor, ressecamento vaginal, dispareunia e diminuição da libido, devido à queda abrupta dos níveis hormonais.

Por que a terapia hormonal pode ser considerada após câncer epitelial de ovário estádio I?

Para câncer epitelial de ovário em estágio inicial (estádio I), estudos têm mostrado que a terapia hormonal não aumenta o risco de recorrência ou mortalidade. Em mulheres jovens com sintomas climatéricos graves que afetam significativamente a qualidade de vida, a TH com estrogênio pode ser uma opção viável, após histerectomia e ooforectomia bilateral.

Qual a diferença entre estrogênio local e sistêmico no tratamento dos sintomas da menopausa?

O estrogênio local (vaginal) é eficaz para tratar sintomas geniturinários como ressecamento vaginal e dispareunia, com absorção sistêmica mínima. O estrogênio sistêmico (oral, transdérmico) trata sintomas vasomotores (fogachos, suores) e sistêmicos, e é mais eficaz para sintomas mais amplos.

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