Terapia Hormonal na Menopausa Cirúrgica: Guia Completo

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023

Enunciado

ALS 49 anos, há 01 ano apresentando redução da libido, alteração do sono, acordando 02 a 03 vezes a noite. Há 6 meses surgiram episódios de rubor facial seguido de sensação de calor e após sudorese fria restrita a face e tronco, com episódios diurnos e na madrugada. G3P3. 03 cesarianas e aos 40 anos foi submetida a histerectomia total por miomatose uterina. IMC 33Kg/m², PA110x56mmHg. Hemoglobina glicada 5,8%, Colesterol total 210 mg/dl, HDL 40 mg/dl e triglicerídeos 170 mg/dl. Mãe e Tia materna com osteoporose. Irmã mais velha fez fratura do colo do fêmur ano passado. Mamografia de julho/2022 BIRADS 2. Densitometria óssea: coluna lombar T - score de - 0,5 desvio-padrão e em colo de fêmur T - score de - 0,8 desvio-padrão. Diante deste quadro a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Iniciar a terapia estrogênica oral, vitamina D
  2. B) Iniciar a terapia hormonal estrogênica transdérmico, atividade física aeróbica.
  3. C) Iniciar a terapia hormonal estrogênica oral, bifosfonados, atividade física aeróbica
  4. D) Iniciar a terapia hormonal estrogênica transdérmico, bifosfonados, citrato de cálcio.

Pérola Clínica

Mulher < 60 anos com menopausa cirúrgica e sintomas vasomotores → THM estrogênica transdérmica é preferível.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas climatéricos intensos e menopausa cirúrgica precoce (histerectomia aos 40 anos, agora 49). A terapia hormonal estrogênica é a conduta de escolha para alívio dos sintomas vasomotores e melhora da qualidade de vida, especialmente em mulheres jovens sem contraindicações. A via transdérmica é preferível por menor risco trombótico e hepático.

Contexto Educacional

A menopausa cirúrgica, resultante da ooforectomia bilateral, leva a uma queda abrupta dos níveis hormonais, frequentemente resultando em sintomas climatéricos mais intensos do que a menopausa natural. A terapia hormonal menopausal (THM) é a intervenção mais eficaz para aliviar esses sintomas, como fogachos e distúrbios do sono, e melhorar a qualidade de vida. É crucial considerar a idade da paciente e o tempo desde a menopausa para iniciar a THM, sendo mais benéfica em mulheres jovens (<60 anos ou <10 anos de menopausa). A escolha da via de administração da THM é fundamental. A via transdérmica de estrogênio é geralmente preferida em pacientes com fatores de risco cardiovascular, dislipidemia ou risco de tromboembolismo venoso, pois evita o efeito de primeira passagem hepática, minimizando os impactos negativos sobre os fatores de coagulação e lipídios. Além da THM, a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo atividade física regular e dieta balanceada, é essencial para a saúde geral e prevenção de doenças crônicas associadas à menopausa, como osteoporose e doenças cardiovasculares. No caso apresentado, a paciente tem 49 anos, menopausa cirúrgica aos 40, e apresenta sintomas vasomotores significativos. Embora tenha IMC elevado e dislipidemia leve, a idade e a intensidade dos sintomas justificam a THM. A via transdérmica minimiza os riscos e a atividade física aeróbica complementa o tratamento, promovendo saúde cardiovascular e óssea. A densitometria óssea mostra osteopenia leve, mas a THM também tem efeito protetor ósseo.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da menopausa cirúrgica?

Os principais sintomas incluem fogachos, sudorese noturna, distúrbios do sono, redução da libido, secura vaginal e alterações de humor, que podem ser mais intensos devido à queda abrupta dos hormônios.

Quando a terapia hormonal transdérmica é preferível na menopausa?

A via transdérmica é preferível em mulheres com risco cardiovascular aumentado, dislipidemia, hipertensão controlada, risco de tromboembolismo venoso ou intolerância gastrointestinal à via oral, pois evita a primeira passagem hepática.

Quais os benefícios da atividade física na menopausa?

A atividade física aeróbica e de força melhora a saúde cardiovascular, a densidade óssea, o humor, a qualidade do sono e ajuda no controle do peso, sendo um componente essencial do manejo da menopausa.

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