Terapia Hormonal da Menopausa: Escolha e Segurança

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

Com relação à Terapia de Hormonal da Menopausa (THM), assinale a opção correta:

Alternativas

  1. A) Dentre as indicações, destacam-se o alívio dos sintomas vasomotores, proteção cardiovascular, prevenção de Alzheimer e melhora do bem estar e sexualidade.
  2. B) Está comprovada a prevenção secundária de doença cardio vascular.
  3. C) Câncer estrogênio-dependente ativo ou recente é uma das contra-indicações relativas.
  4. D) Na escolha do esquema terapêutico, deve-se dar preferência por hormônios idênticos aos fabricados pelos ovários: estradiol e progesterona.
  5. E) O tempo de uso deve ser sempre o maior possível, com o objetivo de obter maior proteção óssea.

Pérola Clínica

THM: Preferir hormônios bioidênticos (estradiol e progesterona) para menor risco e melhor perfil de segurança.

Resumo-Chave

Na Terapia Hormonal da Menopausa (THM), a escolha de hormônios idênticos aos produzidos pelos ovários (estradiol e progesterona) é preferível devido ao perfil de segurança mais favorável e menor risco de eventos adversos, especialmente cardiovasculares e tromboembólicos, em comparação com progestágenos sintéticos.

Contexto Educacional

A Terapia Hormonal da Menopausa (THM) é um tema de grande relevância na ginecologia, com indicações e contraindicações bem estabelecidas. A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher, marcado pela cessação da função ovariana e pela diminuição dos níveis de estrogênio e progesterona, levando a sintomas como ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal e alterações de humor. A THM visa aliviar esses sintomas e prevenir a perda óssea. Historicamente, a THM foi associada a riscos cardiovasculares e de câncer de mama, principalmente após os resultados do Women's Health Initiative (WHI). No entanto, estudos mais recentes e uma melhor compreensão dos tipos de hormônios, vias de administração, dose e janela de oportunidade (início precoce da THM em mulheres jovens na menopausa) têm refinado as recomendações. A fisiopatologia dos sintomas menopáusicos está ligada à privação estrogênica. O diagnóstico da menopausa é clínico, baseado na amenorreia por 12 meses, e pode ser confirmado por níveis elevados de FSH. Atualmente, a recomendação é dar preferência a hormônios idênticos aos fabricados pelos ovários, como o estradiol (para o estrogênio) e a progesterona micronizada (para o progestágeno), especialmente quando a via transdérmica é utilizada para o estrogênio. Essa abordagem tem demonstrado um perfil de segurança mais favorável, com menor impacto em riscos cardiovasculares e tromboembólicos em comparação com progestágenos sintéticos e estrogênios orais em doses elevadas. As indicações da THM são primariamente para o alívio de sintomas vasomotores moderados a graves e para a prevenção da osteoporose em mulheres de alto risco. A proteção cardiovascular e a prevenção de Alzheimer não são indicações primárias e não são comprovadas para prevenção secundária de doença cardiovascular. O tempo de uso deve ser individualizado, buscando a menor dose eficaz pelo menor tempo necessário, reavaliando periodicamente os riscos e benefícios.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações da Terapia Hormonal da Menopausa (THM)?

As principais indicações da THM são o alívio dos sintomas vasomotores (ondas de calor, suores noturnos) e a prevenção da osteoporose em mulheres com alto risco, especialmente quando outras terapias não são adequadas ou eficazes.

Por que há preferência por estradiol e progesterona na THM?

Há preferência por estradiol (estrogênio) e progesterona micronizada (progestágeno) por serem hormônios idênticos aos produzidos pelos ovários, o que confere um perfil de segurança mais favorável, com menor risco de eventos tromboembólicos e cardiovasculares em comparação com progestágenos sintéticos.

Quais são as principais contraindicações da Terapia Hormonal da Menopausa?

As contraindicações absolutas incluem câncer de mama ativo ou prévio, câncer de endométrio, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa (TEV ou AVE), doença hepática grave e porfiria.

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