SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Uma mulher de 49 anos de idade, em menopausa há dezoito meses e queixando-se de ondas de calor, procurou o seu ginecologista. Apresenta hipertensão como doença crônica, em uso de captopril 25 mg, três vezes ao dia. Ao exame clínico inicial, notou-se pressão arterial de 140 x 90 mmHg. Os exames complementares solicitados revelaram: glicemia de 90 mg/dL; colesterol total de 180 mg/dL; LDL de 100 mg/dL; HDL de 40 mg/dL; triglicerídeos de 265 mg/dL; mamografia BIRADS 2; e ultrassonografia transvaginal com eco endometrial de 3 mm. O médico indicou terapia hormonal. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
THM: estrogênio transdérmico preferível em dislipidemia/hipertensão, pois evita metabolismo hepático de primeira passagem.
Na terapia hormonal da menopausa, a via de administração do estrogênio é crucial. Em pacientes com dislipidemia (especialmente triglicerídeos elevados) ou hipertensão, a via transdérmica é preferível à oral, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática, minimizando os efeitos sobre o perfil lipídico e fatores de coagulação.
A terapia hormonal da menopausa (THM) é uma opção eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores e geniturinários em mulheres na pós-menopausa. No entanto, a decisão de iniciar a THM e a escolha da via de administração devem ser individualizadas, considerando o perfil de risco da paciente, incluindo comorbidades como hipertensão e dislipidemia. O conhecimento aprofundado sobre os diferentes tipos e vias de administração é crucial para a prática clínica. A via de administração do estrogênio é um fator determinante nos seus efeitos metabólicos. O estrogênio oral, ao ser absorvido, passa pelo fígado antes de atingir a circulação sistêmica (metabolismo de primeira passagem). Esse processo pode influenciar a síntese hepática de proteínas, incluindo fatores de coagulação e lipoproteínas, podendo levar ao aumento dos triglicerídeos e um risco trombótico ligeiramente maior. Em contraste, o estrogênio transdérmico (adesivos, géis) é absorvido diretamente pela circulação sistêmica, evitando o metabolismo de primeira passagem hepática. Isso o torna uma opção mais segura para pacientes com triglicerídeos elevados, hipertensão controlada ou risco aumentado de trombose. A avaliação cuidadosa do risco-benefício, a escolha da dose e da via mais apropriadas, e o monitoramento regular são essenciais para otimizar os resultados da THM e minimizar os riscos.
O estrogênio transdérmico evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que resulta em menor impacto nos triglicerídeos, fatores de coagulação e pressão arterial. É preferível em pacientes com dislipidemia, hipertensão, risco de trombose ou doença hepática.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama atual ou prévio, câncer de endométrio, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa (TVP/TEP), doença hepática ativa grave e doença cardiovascular recente (IAM/AVC).
A menopausa está associada a alterações desfavoráveis no perfil lipídico, como aumento do colesterol total, LDL e triglicerídeos, e diminuição do HDL, devido à perda da proteção estrogênica. Isso contribui para um aumento do risco cardiovascular em mulheres pós-menopausa.
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