THM na Menopausa: Diretriz 2024 e Janela de Oportunidade

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 52 anos de idade, chegou ao consultório para consulta de rotina. Nega história familiar para doença arterial coronária. Sobre doenças de base, relata ter dislipidemia, porém não faz uso de medicação. Nega tabagismo e queixas cardiológicas. Ela trouxe um Doppler de carótidas e vertebrais, solicitado pela ginecologista para avaliação de possibilidade de reposição hormonal devido à menopausa (THM). Com base na Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa – 2024, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A SBC, FEBRASGO e a SOBRAC posicionam-se contra a adoção de implantes hormonais manipulados ou outros hormônios bioidênticos manipulados e modulação hormonal.( ) Embora a diretriz cite o aumento da espessura médio intinal carotídea como fator adicional de risco, a medida deixou de ser estimulada pela última atualização da Sociedade Brasileira de Cardiologia.( ) O risco de câncer de mama associado a THM é elevado, com mais de 1 caso adicional por 1000 mulheres por ano.( ) O início da terapia na “janela de oportunidade”, que seria tempo de menopausa menor que 5 anos e/ou menos de 60 anos de idade, é considerado cardioproteror.( ) O início da terapia de THM fora da “janela de oportunidade” deve ser evitada pelo aumento expressivo de risco cardiovascular e eventos cardioembólicos. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Alternativas

  1. A) V, V, V, F, F.
  2. B) V, V, F, F, V.
  3. C) V, F, F, V, F.
  4. D) F, F, V, V, V.
  5. E) F, F, V, F, V.

Pérola Clínica

THM: Iniciar na 'janela de oportunidade' (<60 anos e <10 anos de menopausa) é crucial; fora dela, o risco cardiovascular aumenta.

Resumo-Chave

A diretriz de 2024 reforça a segurança da THM na 'janela de oportunidade', contraindica hormônios manipulados e minimiza o risco de câncer de mama (<1 caso/1000 mulheres-ano). O início tardio da THM deve ser evitado pelo aumento do risco de eventos cardiovasculares.

Contexto Educacional

A Diretriz Brasileira sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa de 2024 atualiza e consolida as recomendações sobre a Terapia Hormonal na Menopausa (THM), com foco na segurança cardiovascular. Um dos conceitos centrais é a 'janela de oportunidade', que define o período ideal para o início da THM: mulheres com menos de 60 anos de idade e com menos de 10 anos de menopausa. O início da terapia dentro desta janela não demonstrou aumento de risco cardiovascular, podendo até conferir proteção coronariana, embora não deva ser indicada com este propósito. Por outro lado, o início da THM fora da 'janela de oportunidade' (início tardio) deve ser evitado, pois está associado a um aumento expressivo do risco de eventos cardiovasculares, como doença arterial coronariana e eventos tromboembólicos. A diretriz também se posiciona firmemente contra o uso de implantes hormonais manipulados e hormônios bioidênticos manipulados, citando a falta de evidências de segurança e eficácia, ausência de controle de qualidade e dosagens inadequadas. Em relação aos riscos, o documento esclarece que o risco de câncer de mama associado à THM é baixo (menos de 1 caso adicional por 1000 mulheres/ano), e a avaliação de risco cardiovascular com a medida da espessura médio-intimal carotídea deixou de ser estimulada como prática rotineira. A decisão pela THM deve ser individualizada, pesando os benefícios no alívio dos sintomas vasomotores contra os riscos, sempre dentro do contexto da janela de oportunidade.

Perguntas Frequentes

O que é a 'janela de oportunidade' para iniciar a Terapia Hormonal na Menopausa?

É o período considerado mais seguro e potencialmente benéfico para iniciar a THM, definido como idade inferior a 60 anos e/ou menos de 10 anos do início da menopausa. Iniciar a terapia neste período está associado a menores riscos cardiovasculares.

Por que a diretriz brasileira contraindica hormônios manipulados?

As sociedades médicas (SBC, FEBRASGO, SOBRAC) se opõem devido à falta de estudos de segurança e eficácia, ausência de controle de qualidade, dosagens frequentemente suprafisiológicas e falta de fiscalização, expondo as pacientes a riscos desconhecidos.

Qual o risco real de câncer de mama associado à THM segundo as diretrizes?

O risco é considerado baixo. Estudos mostram menos de 1 caso adicional para cada 1000 mulheres por ano de uso, principalmente com terapias combinadas. O risco é menor que o associado a fatores como obesidade e consumo de álcool, e diminui após a suspensão da terapia.

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