Terapia Hormonal na Menopausa: Escolha para Histerectomizadas

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 50 anos de idade, tabagista, obesa (IMC= 36Kg/m²), amidalectomia aos 3 anos de idade, histerectomizada por miomatose uterina aos 39 anos de idade, procurou o ambulatório de ginecologia por apresentar fogachos e insônia. Apresenta exames laboratoriais normais. Deseja fazer uso de terapia hormonal. Assinale a opção que contém a melhor terapia a ser indicada nesse caso:

Alternativas

  1. A) Estradiol por via vaginal
  2. B) Progesterona natural micronizada por via oral
  3. C) Estrogênnio isolado por oral
  4. D) Valerato de estradiol associado a um progestogênio
  5. E) Estrogênio isolado por via transdérmica

Pérola Clínica

Mulher histerectomizada com fogachos e insônia, tabagista/obesa: Estrogênio isolado transdérmico é a melhor opção para menor risco.

Resumo-Chave

Em mulheres histerectomizadas, a terapia hormonal de reposição para sintomas vasomotores (fogachos, insônia) deve ser feita com estrogênio isolado, sem progestogênio. A via transdérmica é preferível em pacientes com fatores de risco como tabagismo e obesidade, pois minimiza o risco de trombose e o metabolismo hepático de primeira passagem.

Contexto Educacional

A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher, marcado pela cessação da menstruação e pela diminuição da produção hormonal ovariana, resultando em sintomas como fogachos, insônia, secura vaginal e alterações de humor. A Terapia Hormonal da Menopausa (THM) é uma opção eficaz para aliviar esses sintomas, mas sua indicação deve ser cuidadosamente individualizada, considerando os riscos e benefícios para cada paciente. Este é um tópico de grande importância na ginecologia e na saúde da mulher, frequentemente abordado em exames de residência. Para mulheres histerectomizadas, a ausência do útero elimina a necessidade de progestogênio, que é adicionado à terapia estrogênica para proteger o endométrio do risco de hiperplasia e câncer. Portanto, o estrogênio isolado é a escolha. A via de administração também é crucial: a via transdérmica (adesivos, géis) é preferível em pacientes com fatores de risco como tabagismo, obesidade, hipertensão ou dislipidemia, pois evita o metabolismo hepático de primeira passagem, reduzindo o risco de trombose venosa profunda e eventos cardiovasculares em comparação com a via oral. É fundamental que o residente compreenda os diferentes tipos de THM, as vias de administração e as contraindicações relativas e absolutas. A avaliação dos fatores de risco individuais, como o histórico de tabagismo e obesidade da paciente, é essencial para uma decisão terapêutica segura e eficaz. A escolha da terapia ideal visa maximizar o alívio dos sintomas da menopausa, minimizando os potenciais riscos associados ao tratamento hormonal.

Perguntas Frequentes

Por que a via transdérmica é preferível para a terapia hormonal em pacientes com fatores de risco?

A via transdérmica de estrogênio evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que resulta em menor impacto nos fatores de coagulação e menor risco de trombose venosa profunda e eventos cardiovasculares, sendo mais segura para pacientes tabagistas ou obesas.

Qual a diferença da terapia hormonal para mulheres com e sem útero?

Mulheres com útero intacto devem usar terapia hormonal combinada (estrogênio + progestogênio) para proteger o endométrio do risco de hiperplasia e câncer induzido pelo estrogênio isolado. Mulheres histerectomizadas podem usar estrogênio isolado, pois não possuem endométrio.

Quais são os principais riscos da terapia hormonal na menopausa?

Os riscos incluem aumento do risco de trombose venosa profunda, acidente vascular cerebral, doença coronariana (se iniciada tardiamente), e câncer de mama (com terapia combinada prolongada). A avaliação individualizada dos riscos e benefícios é fundamental.

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