HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Mulher de 51 anos vem ao consultório ginecológico queixando-se de sudorese noturna, irritabilidade, falha de memória e irregularidade menstrual nos últimos 2 anos. Trouxe exames recentes: imagens, incluindo mamografia, sem alterações, exceto por densitometria óssea com diagnóstico de osteopenia em colo de fêmur. Ultrassom transvaginal: eco endometrial homogêneo, medindo 4 mm. Exames laboratoriais: FSH: 60 UI/L, estradiol: <5; glicemia 90, Hb glicada: 5,7 g/dL, colesterol total: 190, HDL: 50, LDL: 135. Outros exames sem alterações. Paciente nega comorbidades. Considerando essas informações, assinale a alternativa que representa o tratamento mais adequado.
Climatério + Útero presente → Estrogênio + Progesterona (proteção endometrial obrigatória).
Em mulheres sintomáticas com útero preservado, a terapia hormonal deve ser combinada (estrogênio + progesterona) para prevenir a hiperplasia e o câncer de endométrio.
A transição para a menopausa é marcada por sintomas vasomotores (fogachos) e alterações metabólicas que impactam a qualidade de vida e a saúde óssea. O diagnóstico de climatério nesta paciente é confirmado pelos níveis elevados de FSH e baixos de estradiol, associados à sintomatologia clínica. A presença de osteopenia reforça a indicação de terapia hormonal como medida preventiva de osteoporose. A escolha da via transdérmica para o estrogênio é prudente devido ao perfil lipídico da paciente (LDL limítrofe), minimizando riscos metabólicos. A associação com progesterona é mandatória devido ao útero íntegro, podendo ser feita de forma contínua ou cíclica, dependendo do padrão de sangramento desejado e da fase do climatério em que a paciente se encontra.
A via transdérmica (gel ou adesivo) evita a primeira passagem hepática, o que resulta em menor impacto na síntese de fatores de coagulação e proteínas transportadoras. Isso reduz significativamente o risco de tromboembolismo venoso (TEV) e eventos cardiovasculares em comparação à via oral, sendo a escolha preferencial para mulheres com hipertensão, dislipidemia ou risco aumentado de trombose.
A principal função da progesterona na THM é a proteção endometrial. O estrogênio isolado estimula a proliferação do endométrio, podendo levar à hiperplasia e ao adenocarcinoma. A progesterona (seja oral micronizada ou acetato de medroxiprogesterona) antagoniza esse efeito, promovendo a diferenciação secretora e garantindo a segurança oncológica do tratamento em mulheres que ainda possuem o útero.
O estrogênio tem um papel fundamental na homeostase óssea, inibindo a atividade dos osteoclastos e reduzindo a reabsorção óssea. A queda dos níveis de estrogênio na menopausa acelera a perda de massa óssea. A THM é considerada uma terapia eficaz para prevenir a perda óssea e reduzir o risco de fraturas por fragilidade em mulheres na pós-menopausa, especialmente quando iniciada na 'janela de oportunidade'.
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