FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Uma paciente de 54 anos de idade em amenorreia há 1 ano referiu calores corporais tipo fogachos, irritabilidade e insônia. Há 8 anos, foi submetida à histerectomia por mioma uterino e, no momento, não faz uso de nenhuma medicação. A paciente apresenta mamografia e exames laboratoriais normais. O ginecologista indicou terapia hormonal do climatério. Com base nesse caso clínico hipotético, é correto afirmar que:
Paciente histerectomizada → Terapia Hormonal apenas com Estrogênio (sem necessidade de Progestagênio).
O progestagênio é adicionado à terapia hormonal apenas para proteção endometrial. Se a paciente não possui útero, o estrogênio isolado é o padrão-ouro para sintomas vasomotores.
A transição para a menopausa e o pós-menopausa imediato são marcados pela queda dos níveis de estrogênio, resultando em sintomas vasomotores (fogachos) que impactam a qualidade de vida. A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz. Para mulheres com útero intacto, a TH deve ser combinada (estrogênio + progestagênio) para evitar o risco de câncer endometrial. Já para mulheres histerectomizadas, a estrogenioterapia isolada é preferível. A decisão deve considerar a 'janela de oportunidade' (início antes dos 60 anos ou menos de 10 anos de menopausa) para otimizar a relação risco-benefício cardiovascular e ósseo.
O principal objetivo do uso de progestagênios na terapia hormonal é prevenir a hiperplasia e o câncer de endométrio causados pela ação estrogênica sem oposição. Em pacientes sem útero, essa proteção é desnecessária, permitindo o uso de estrogênio isolado, que possui um perfil de risco ligeiramente diferente, especialmente em relação ao risco de câncer de mama.
Não. Miomas uterinos são tumores benignos dependentes de hormônios que geralmente involuem após a menopausa. Eles não constituem contraindicação para a terapia hormonal se houver indicação clínica (sintomas vasomotores intensos).
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama (atual ou prévio), lesões precursoras de câncer de mama, câncer de endométrio, sangramento vaginal de causa desconhecida, doença hepática aguda, porfiria e eventos tromboembólicos venosos ou arteriais ativos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo