Terapia Hormonal na Menopausa: Indicações e Avaliação

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

MC, 51 anos, não menstrua há 8 meses. Ela se queixa de calores intensos, insônia e intensa irritabilidade, a ponto de ter agredido fisicamente seu marido porque ele queria assistir o Flamengo jogar e ela queria assistir à novela. Ela ouviu um médico falar na Rádio Caturité que para casos como o dela existe uma coisa chamada terapia hormonal (TH). Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Após a realização de alguns exames, TH individualizada pode ser prescrita.
  2. B) Ela não tem indicação para TH porque ainda não pode ser considerada menopausada.
  3. C) Ela tem indicação para TH e pode ser medicada com Estrogênio + Progesterona.
  4. D) Terapia com estrogênio isolado é a melhor opção para essa paciente.
  5. E) Doença vascular periférica não é contraindicação para TH.

Pérola Clínica

Sintomas vasomotores e neuropsiquiátricos severos na menopausa → TH individualizada após avaliação médica completa.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas vasomotores e neuropsiquiátricos severos, típicos do climatério e menopausa. A terapia hormonal (TH) é uma opção eficaz para aliviar esses sintomas, mas sua indicação deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios após uma avaliação clínica e laboratorial completa, descartando contraindicações.

Contexto Educacional

O climatério é o período de transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva, culminando na menopausa, definida como 12 meses consecutivos de amenorreia. Durante essa fase, a diminuição dos níveis de estrogênio pode levar a uma série de sintomas, como ondas de calor, suores noturnos, insônia, irritabilidade, alterações de humor e ressecamento vaginal. Esses sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida da mulher e são um motivo comum para a busca de atendimento médico. A paciente do caso, com 51 anos e amenorreia há 8 meses, está no climatério e apresenta sintomas vasomotores e neuropsiquiátricos intensos. A terapia hormonal (TH), que consiste na reposição de estrogênio (com progesterona se o útero estiver presente), é o tratamento mais eficaz para aliviar esses sintomas. No entanto, a decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da mulher, o tempo desde a menopausa, a gravidade dos sintomas e a presença de fatores de risco ou contraindicações. Antes de prescrever a TH, é imperativa uma avaliação médica completa, incluindo histórico pessoal e familiar, exame físico detalhado e exames complementares (mamografia, perfil lipídico, etc.) para identificar possíveis contraindicações ou condições que exijam cautela. A TH deve ser iniciada na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível para controlar os sintomas, com reavaliações periódicas. A escolha do tipo de hormônio, via de administração e duração do tratamento depende de múltiplos fatores e deve ser discutida em conjunto com a paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que indicam a necessidade de terapia hormonal na menopausa?

Os principais sintomas que indicam a necessidade de TH são os vasomotores (ondas de calor, suores noturnos) e os geniturinários (ressecamento vaginal, dispareunia), especialmente quando são moderados a graves e afetam significativamente a qualidade de vida. Sintomas neuropsiquiátricos como insônia e irritabilidade também podem ser aliviados.

Quais exames são necessários antes de iniciar a terapia hormonal?

Antes de iniciar a TH, é fundamental realizar uma avaliação clínica completa, incluindo histórico médico detalhado, exame físico (com exame ginecológico e mamário), mamografia, densitometria óssea (se indicada), perfil lipídico e glicemia. Exames de coagulação e função hepática também podem ser solicitados.

Quais são as principais contraindicações para a terapia hormonal na menopausa?

As contraindicações absolutas incluem histórico de câncer de mama ou endométrio, doença tromboembólica ativa (TVP/TEP), doença hepática grave, sangramento vaginal inexplicado, porfiria e doença cardiovascular ativa (infarto agudo do miocárdio, AVC recente).

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