Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
A transição menopáusica ocorre em torno dos 50 anos e é um período em que a mulher passa dos ciclos ovulatório previsíveis à irregularidade menstrual até a senescência ovariana com completa parada dos ciclos. Esse período pode vir com vários sintomas típicos e aumento da incidência de várias patologias clínicas e ginecológicas. Portanto, merece bastante atenção por parte das mulheres e dos ginecologistas. Sobre este período está CORRETO afirmar:
TH na menopausa → sintomas vasomotores, osteoporose, atrofia urogenital.
A terapia hormonal (TH) na menopausa é indicada para aliviar sintomas vasomotores intensos (fogachos), prevenir ou tratar osteoporose e manejar a atrofia urogenital. É crucial individualizar a decisão, considerando riscos e benefícios para cada paciente.
A transição menopáusica, ou climatério, é um período fisiológico na vida da mulher, geralmente iniciando por volta dos 45-55 anos, caracterizado pela diminuição gradual da função ovariana até a parada completa dos ciclos menstruais (menopausa). Este período é de grande importância clínica devido aos sintomas que podem impactar significativamente a qualidade de vida e ao aumento da incidência de diversas patologias, como doenças cardiovasculares e osteoporose. Fisiologicamente, a transição é marcada pela diminuição da produção de estradiol e inibina pelos ovários, o que leva a um aumento compensatório do FSH. Essa alteração hormonal resulta em ciclos menstruais irregulares, frequentemente anovulatórios, e no surgimento de sintomas vasomotores como fogachos, suores noturnos, e alterações de humor. A compreensão dessas mudanças é fundamental para o diagnóstico e manejo adequado. A terapia hormonal (TH) é uma opção de tratamento eficaz para os sintomas da menopausa, com indicações precisas. Ela é recomendada para o alívio de sintomas vasomotores moderados a graves, prevenção e tratamento da osteoporose em mulheres de alto risco e manejo da atrofia urogenital. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a janela de oportunidade, os riscos e benefícios para cada paciente, e as contraindicações existentes.
As principais indicações incluem o alívio de sintomas vasomotores moderados a graves (fogachos e suores noturnos), a prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopausa em mulheres de alto risco, e o tratamento da atrofia urogenital.
Durante a transição menopáusica, ocorre uma diminuição progressiva da função ovariana, levando à redução dos níveis de estradiol e inibina. Essa queda hormonal resulta em um aumento compensatório do FSH (hormônio folículo estimulante), que é um marcador da falência ovariana.
Os benefícios incluem melhora dos sintomas vasomotores, prevenção da osteoporose e tratamento da atrofia urogenital. Os riscos potenciais envolvem aumento do risco de tromboembolismo venoso, acidente vascular cerebral e, em alguns casos, câncer de mama, dependendo do tipo e duração da terapia.
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