USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
A terapia hormonal e uso de inibidores seletivos da receptação da serotonina (ISRS) são utilizados para o tratamento dos sintomas vasomotores na pós-menopausa. Uma mulher de 55 anos refere ondas de calor, sudorese e labilidade emocional com choro, melancolia, tristeza e irritabilidade. Última menstruação há 2 anos. Não tratou por medo de câncer. Mamografia Bi-Rads 2. Nega hábitos e outras comorbidades. PA= 140/90 mmHg. Exame físico sem alterações. Assinale o esquema terapêutico mais adequado para essa mulher.
Mulher pós-menopausa com sintomas vasomotores e psíquicos, sem contraindicações absolutas, PA limítrofe → Terapia Hormonal (TH) transdérmica + progestagênio é a mais segura.
A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores e psíquicos da menopausa. Em pacientes com hipertensão limítrofe ou risco cardiovascular, a via transdérmica (estradiol) é preferível à oral, pois não passa pelo metabolismo hepático de primeira passagem, minimizando o impacto sobre fatores de coagulação e pressão arterial. A adição de progestagênio é essencial para mulheres com útero intacto.
A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher, caracterizado pela cessação permanente das menstruações, geralmente após os 12 meses de amenorreia. Os sintomas vasomotores (ondas de calor, sudorese) e psíquicos (labilidade emocional, depressão) são as principais queixas que levam as mulheres a buscar tratamento, impactando significativamente sua qualidade de vida. A terapia hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz para esses sintomas. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da mulher, o tempo desde a menopausa e a presença de comorbidades. A paciente do caso, com 55 anos e menopausa há 2 anos, está dentro da 'janela de oportunidade' para iniciar a TH. A hipertensão limítrofe (140/90 mmHg) sugere cautela, e a via transdérmica para o estradiol é a mais segura, pois não aumenta o risco de trombose ou piora a pressão arterial como a via oral. Para mulheres com útero intacto, a associação de um progestagênio é fundamental para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer endometrial induzidos pelo estrogênio. O medo de câncer, embora comum, deve ser abordado com base em evidências, e a mamografia BI-RADS 2 indica baixo risco mamário. ISRS são uma alternativa para sintomas leves ou quando a TH é contraindicada, mas menos eficazes para sintomas vasomotores graves.
Os principais sintomas incluem ondas de calor, sudorese noturna, distúrbios do sono, secura vaginal, labilidade emocional, irritabilidade e diminuição da libido, que afetam significativamente a qualidade de vida da mulher.
A via transdérmica de estradiol é preferível em pacientes com risco cardiovascular, hipertensão, dislipidemia ou risco de trombose, pois evita o metabolismo hepático de primeira passagem, reduzindo o impacto sobre fatores de coagulação, triglicerídeos e pressão arterial.
O progestagênio deve ser sempre associado ao estradiol em mulheres com útero intacto para proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer endometrial, que podem ser induzidos pela estimulação estrogênica isolada.
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