UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Paciente com 47 anos, menopausa há 2 anos, hipertensa controlada em uso de captopril, histerectomizada, refere queixa de fogachos e nega demais patologias ginecológicas. Foi indicada terapia hormonal para controle de sintomas vasomotores. A prescrição correta para a paciente é:
Paciente histerectomizada com fogachos → TH com estrogênio isolado (ex: Valerato de Estradiol) é a conduta correta.
Em pacientes histerectomizadas, a terapia hormonal para sintomas vasomotores (fogachos) deve ser realizada apenas com estrogênio isolado, pois a progesterona não é necessária para proteger o endométrio (que foi removido). O Valerato de Estradiol é uma opção comum de estrogênio oral.
A menopausa é definida como o período de 12 meses consecutivos de amenorreia, marcando o fim da vida reprodutiva da mulher. Os sintomas vasomotores, como os fogachos, são as queixas mais comuns e podem impactar severamente a qualidade de vida. A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz para esses sintomas. A escolha do regime de TH depende da presença ou ausência do útero. Em mulheres com útero intacto, a TH deve ser combinada (estrogênio + progesterona) para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer induzidos pelo estrogênio isolado. A progesterona antagoniza o efeito proliferativo do estrogênio no endométrio. No caso de pacientes histerectomizadas, como a da questão, o útero foi removido, eliminando a necessidade de proteção endometrial. Portanto, a terapia hormonal deve ser realizada apenas com estrogênio isolado (monoterapia estrogênica), como o Valerato de Estradiol. A hipertensão controlada não é uma contraindicação absoluta para a TH, mas exige monitoramento.
A principal indicação da terapia hormonal é o alívio dos sintomas vasomotores (fogachos e suores noturnos) e da atrofia urogenital que afetam significativamente a qualidade de vida das mulheres na menopausa.
Pacientes histerectomizadas não possuem útero, portanto, não necessitam da progesterona para proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer induzidos pelo estrogênio. O uso de progesterona seria desnecessário e poderia aumentar riscos.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama ou endométrio prévio ou atual, doença tromboembólica ativa, sangramento vaginal não diagnosticado, doença hepática grave e porfiria.
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