HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
L.N.O., 54 anos, menopausada há 3 anos, com antecedente familiar (irmã) com câncer de mama, portadora de síndrome varicosa de membros inferiores. Submetida à exérese de fibroadenoma benigno há 4 anos. Refere fogachos, irritabilidade, fadiga, cansaço e deseja realizar terapia hormonal. Assinale a alternativa que apresenta a melhor orientação para essa paciente.
TH menopausa: discutir riscos/benefícios individualmente, considerando histórico familiar e pessoal.
A decisão sobre terapia hormonal na menopausa é complexa e individualizada. É crucial avaliar o perfil de risco e benefício da paciente, considerando fatores como histórico familiar de câncer de mama, doenças tromboembólicas e lesões mamárias prévias, para uma decisão compartilhada.
A terapia hormonal (TH) na menopausa é uma opção eficaz para o alívio de sintomas vasomotores e geniturinários, além de ter benefícios na prevenção da osteoporose. Sua indicação, no entanto, é complexa e deve ser individualizada, considerando a janela de oportunidade (geralmente até 10 anos pós-menopausa ou antes dos 60 anos) e o perfil de risco da paciente. É crucial uma avaliação detalhada dos antecedentes pessoais e familiares. A decisão de iniciar a TH envolve uma discussão aprofundada sobre os riscos e benefícios. Fatores como histórico de câncer de mama (pessoal ou familiar), doença tromboembólica, doença hepática grave, sangramento uterino de causa desconhecida e doença cardiovascular ativa são contraindicações absolutas ou relativas. A presença de fibroadenoma benigno ou síndrome varicosa não são contraindicações absolutas, mas exigem atenção e monitoramento. A escolha da via de administração (oral ou transdérmica) e do tipo de hormônio (estrogênio isolado ou combinado com progesterona) também influencia o perfil de risco. A via transdérmica, por exemplo, pode ter menor impacto no risco de trombose venosa e na função hepática. O acompanhamento regular da paciente é fundamental para reavaliar a necessidade e a segurança da TH ao longo do tempo.
Antes de iniciar a TH, deve-se considerar a idade da paciente, tempo desde a menopausa, sintomas, histórico familiar de câncer de mama e doenças cardiovasculares, além de condições como trombofilias e sangramento uterino anormal.
Um fibroadenoma benigno prévio não é uma contraindicação absoluta à TH, mas exige avaliação cuidadosa e acompanhamento mamário regular, pois a TH pode estimular o crescimento de lesões mamárias.
O histórico familiar de câncer de mama, especialmente em parentes de primeiro grau, aumenta o risco individual e deve ser discutido com a paciente, ponderando os benefícios da TH para os sintomas versus o potencial aumento de risco.
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