MedEvo Simulado — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 52 anos, em amenorreia há 4 anos, queixa-se de fogachos intensos (cerca de 10 episódios diários), acompanhados de sudorese noturna e insônia persistente, com prejuízo significativo em suas atividades laborais. Apresenta antecedente cirúrgico de histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral realizada há 5 anos devido a diagnóstico de endometriose profunda com infiltração de septo retovaginal. No momento, a paciente também relata episódios esporádicos de cólica biliar, tendo diagnóstico ultrassonográfico de colelitíase assintomática. Seus exames laboratoriais recentes revelam Triglicerídeos de 285 mg/dL, Glicemia de jejum de 92 mg/dL e Colesterol Total de 210 mg/dL. Ao exame físico, apresenta IMC de 28 kg/m² e Pressão Arterial de 130/84 mmHg. Com base nas recomendações atuais para a Terapia Hormonal da Menopausa (THM), o esquema terapêutico mais adequado para esta paciente é:
Endometriose prévia + THM → Sempre associar progestágeno, mesmo se histerectomizada.
A associação de progestágeno previne a reativação de focos de endometriose residual. A via transdérmica é preferencial em pacientes com hipertrigliceridemia para evitar o efeito de primeira passagem hepática.
A Terapia Hormonal da Menopausa (THM) deve ser individualizada. Em pacientes histerectomizadas, a regra geral é o uso de estrogênio isolado. Contudo, a endometriose é uma exceção crítica: o estrogênio isolado pode estimular focos residuais, exigindo a oposição do progestágeno. Além disso, comorbidades como a hipertrigliceridemia (TG > 200 mg/dL) direcionam a escolha para a via transdérmica, que minimiza o impacto metabólico hepático e reduz o risco tromboembólico.
Embora a principal indicação do progestágeno na THM seja a proteção endometrial, em pacientes com histórico de endometriose profunda ou grave, ele é obrigatório para evitar a reativação de focos ectópicos residuais que podem sofrer transformação maligna ou causar dor sob estímulo estrogênico isolado.
A via transdérmica evita a primeira passagem hepática, o que impede o aumento da síntese de triglicerídeos e de fatores de coagulação mediada pelo estrogênio oral. É a via de escolha para pacientes com TG > 200-400 mg/dL ou risco cardiovascular aumentado.
Em casos onde a THM é contraindicada (ex: câncer de mama), podem ser utilizados inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como paroxetina ou venlafaxina, ou gabapentina para controle dos sintomas vasomotores.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo