Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
A menopausa corresponde ao último ciclo menstrual, ou seja, a última menstruação. Ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos. Quando ocorre por volta dos 40 anos, é chamada de menopausa prematura ou precoce. Com relação à abordagem terapêutica da mulher que se encontra no período menopausal, analise as afirmativas a seguir: I- Com base na literatura atual a Terapia Hormonal (TH) é indicada para o tratamento dos sintomas vasomotores, atrofia genital e prevenção da osteoporose. II- A utilização do estrogênio está contraindicada nas seguintes situações: sangramento genital de causa não identificada, histórico de câncer de mama, trombose venosa profunda ativa e doença hepática. III- Entre as opções terapêuticas não hormonais para os sintomas vasomotores citamos a paroxetina, clonidina e venlafaxina. IV- A terapia estrogênica via vaginal reduz a probabilidade de recorrência de infecção urinária em mulheres na pós-menopausa. V- Em mulheres não histerectomizadas sob uso de terapia estrogênica por via vaginal, é recomendada a adição de progestagênios de forma sequencial ou contínua. Estão CORRETAS as afirmativas:
TH é indicada para sintomas vasomotores, atrofia genital e osteoporose; estrogênio vaginal reduz ITU; progestagênio é essencial em útero intacto na TH sistêmica, não vaginal isolada.
A Terapia Hormonal (TH) na menopausa é eficaz para sintomas vasomotores e atrofia genital, além de prevenir osteoporose, mas possui contraindicações importantes. A terapia estrogênica vaginal, por ser de ação local, tem baixo risco sistêmico e é eficaz para atrofia e ITU recorrente, não necessitando de progestagênio em mulheres não histerectomizadas quando usada isoladamente.
A menopausa é um marco fisiológico na vida da mulher, caracterizado pelo término da menstruação e pela cessação da função ovariana, geralmente ocorrendo entre os 45 e 55 anos. A menopausa precoce, antes dos 40 anos, requer atenção especial. As alterações hormonais, principalmente a queda dos níveis de estrogênio, levam a uma série de sintomas e condições de saúde, como sintomas vasomotores (fogachos), atrofia urogenital e aumento do risco de osteoporose. A Terapia Hormonal (TH) é a abordagem mais eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores e da atrofia genital, além de ser uma opção para a prevenção da osteoporose em mulheres selecionadas. No entanto, sua indicação deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios. As contraindicações absolutas incluem histórico de câncer de mama ou endométrio, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, doença hepática grave e sangramento vaginal não diagnosticado. Para mulheres com útero intacto, a TH sistêmica com estrogênio deve ser sempre combinada com um progestagênio para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer. Contudo, a terapia estrogênica via vaginal, utilizada para tratar a atrofia urogenital e reduzir a recorrência de infecções urinárias, tem absorção sistêmica mínima e, portanto, não exige a adição de progestagênios. Além das opções hormonais, existem tratamentos não hormonais eficazes para os sintomas vasomotores, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e norepinefrina (IRSN), clonidina e gabapentina.
A TH é indicada principalmente para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a graves (fogachos, suores noturnos), atrofia urogenital e para a prevenção de osteoporose em mulheres de alto risco, quando outras terapias não são adequadas.
O estrogênio é contraindicado em casos de sangramento genital de causa não identificada, histórico de câncer de mama ou endométrio, trombose venosa profunda ativa ou embolia pulmonar, doença hepática grave e doença cardiovascular ativa.
A terapia estrogênica vaginal em baixas doses tem absorção sistêmica mínima, resultando em concentrações séricas de estrogênio que não estimulam o endométrio de forma significativa. Portanto, não há necessidade de adicionar progestagênio para proteção endometrial.
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