FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Mulher, 52 anos de idade, G=4 P=3 (N) A=1, histerectomizada há 8 anos por miomatose uterina. Refere fogachos, insônia, irritabilidade, palpitações, fadiga, indisposição e diminuição da libido há 1 ano. A hipótese diagnóstica foi de climatério e menopausa. Os exames de rotina estão todos normais, ela não apresenta comorbidades ou antecedentes pessoais e familiares de neoplasias. Você opta pelo tratamento clínico. Qual a opção para esta paciente?
Mulher histerectomizada com sintomas de climatério e sem contraindicações → Terapia com estrogênio isolado.
Mulheres histerectomizadas não possuem útero, eliminando o risco de hiperplasia endometrial e câncer de endométrio associado ao estrogênio isolado. Portanto, a terapia hormonal de escolha para alívio dos sintomas do climatério é o estrogênio isolado, sem a necessidade de progestogênio.
O climatério e a menopausa são fases naturais na vida da mulher, caracterizadas por uma série de sintomas vasomotores, psicológicos e geniturinários devido à deficiência estrogênica. A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz para aliviar esses sintomas e melhorar a qualidade de vida. A escolha do regime de TH depende de vários fatores, sendo a presença ou ausência do útero um dos mais importantes. Para mulheres que foram submetidas à histerectomia (remoção do útero), a TH de escolha é o estrogênio isolado. Isso ocorre porque o principal objetivo do progestogênio na TH combinada é proteger o endométrio uterino da hiperplasia e do risco de câncer de endométrio induzidos pelo estrogênio. Sem o útero, essa proteção não é necessária, e a adição de progestogênio apenas aumentaria o risco de outros efeitos adversos sem benefício adicional. É fundamental avaliar cuidadosamente as contraindicações e os riscos individuais antes de iniciar a TH, mesmo em pacientes sem comorbidades. A isoflavona é uma alternativa fitoestrogênica, mas com eficácia inferior à TH. A decisão deve ser individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, a idade da paciente, o tempo desde a menopausa e a presença de fatores de risco.
Mulheres histerectomizadas não possuem útero, eliminando o risco de hiperplasia endometrial e câncer de endométrio, que são prevenidos pelo progestogênio quando o útero está presente.
Os sintomas incluem fogachos, insônia, irritabilidade, palpitações, fadiga, indisposição e diminuição da libido, que afetam significativamente a qualidade de vida.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama ou endométrio atual ou prévio, sangramento vaginal inexplicado, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave e porfiria.
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