Terapia Hormonal na Menopausa: Escolha e Segurança

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 53 anos de idade, refere ondas de calor (8 episódios/dia), sudorese e rubor facial há 8 meses. Refere hipercolesterolemia e que a mãe teve câncer uterino aos 50 anos de idade. Última menstruação há 1 ano. Nuligesta. Nega cirurgias prévias. Nega tabagismo.A conduta mais adequada entre as abaixo é:

Alternativas

  1. A) Estrogenioterapia vaginal.
  2. B) Terapia hormonal combinada transdérmica.
  3. C) Inserção de DIU hormonal.
  4. D) Fito-hormonioterapia com ácido gama-linolênico.

Pérola Clínica

Mulher com útero intacto e sintomas vasomotores → TH combinada. Transdérmica para menor risco cardiovascular.

Resumo-Chave

Em mulheres com útero intacto, a terapia hormonal combinada (estrogênio + progesterona) é essencial para proteger o endométrio da hiperplasia. A via transdérmica pode ser preferível em pacientes com fatores de risco cardiovascular ou hipertrigliceridemia, devido ao menor impacto hepático.

Contexto Educacional

A terapia hormonal (TH) na menopausa é um tema central na ginecologia, visando aliviar os sintomas vasomotores e urogenitais que afetam a qualidade de vida de muitas mulheres. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da mulher, o tempo desde a menopausa, a gravidade dos sintomas e a presença de comorbidades ou fatores de risco. É fundamental que residentes compreendam as indicações, contraindicações e os diferentes regimes de TH. A fisiopatologia dos sintomas menopáusicos está ligada à deficiência estrogênica. O diagnóstico é clínico, baseado na idade e nos sintomas. A escolha da TH depende da presença ou ausência do útero: mulheres com útero intacto necessitam de TH combinada (estrogênio + progesterona) para proteção endometrial, enquanto mulheres histerectomizadas podem usar estrogênio isolado. A via de administração (oral, transdérmica, vaginal) também influencia o perfil de segurança e eficácia, com a via transdérmica sendo preferida em algumas situações de risco. O tratamento com TH deve ser iniciado o mais próximo possível do início da menopausa (janela de oportunidade) e pelo menor tempo eficaz. A hipercolesterolemia não é uma contraindicação absoluta, mas a história familiar de câncer uterino exige avaliação cuidadosa. A monitorização regular e a reavaliação periódica dos riscos e benefícios são essenciais para garantir a segurança e otimizar os resultados da terapia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a terapia hormonal na menopausa?

As principais indicações incluem o alívio de sintomas vasomotores moderados a graves (ondas de calor, sudorese noturna), prevenção de osteoporose em mulheres de alto risco e tratamento de atrofia vulvovaginal. A decisão deve ser individualizada.

Por que a terapia hormonal combinada é necessária em mulheres com útero?

A terapia hormonal combinada (estrogênio e progesterona) é crucial para mulheres com útero intacto, pois o estrogênio isolado pode causar proliferação endometrial excessiva, levando a hiperplasia e aumentando o risco de câncer de endométrio. A progesterona neutraliza esse efeito.

Quais são os benefícios da via transdérmica para a terapia hormonal?

A via transdérmica (adesivos, géis) oferece a vantagem de evitar o metabolismo de primeira passagem hepática, o que pode resultar em menor risco de trombose venosa profunda, acidente vascular cerebral e menor impacto nos triglicerídeos e pressão arterial em comparação com a via oral.

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