Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Paciente de 54 anos utilizando terapia hormonal. Os controles devem ser:
Mulheres em TH devem realizar exame clínico periódico e mamografia anual para rastreio de câncer de mama.
O acompanhamento de pacientes em terapia hormonal (TH) para menopausa deve focar na segurança e rastreio de potenciais complicações, como o câncer de mama. A mamografia anual é essencial para o rastreio mamário, e o exame clínico periódico é fundamental para avaliar a saúde geral e a presença de efeitos adversos.
A terapia hormonal (TH) é uma opção eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores e geniturinários da menopausa, além de ter um papel na prevenção da osteoporose. No entanto, sua indicação e acompanhamento devem ser individualizados, considerando os riscos e benefícios para cada paciente. O principal risco associado à TH, especialmente a combinada, é um pequeno aumento no risco de câncer de mama e eventos tromboembólicos, o que torna o rastreio e monitoramento essenciais. O acompanhamento de mulheres em TH deve incluir uma avaliação clínica periódica, que abrange a anamnese para monitorar sintomas e efeitos adversos, e o exame físico, incluindo o exame das mamas e ginecológico. A mamografia anual é o método de rastreio padrão para câncer de mama em mulheres na faixa etária da menopausa, e sua importância é reforçada em usuárias de TH devido ao potencial aumento do risco. Outros exames, como o ultrassom endovaginal, podem ser indicados se houver sangramento uterino anormal ou outras queixas específicas, mas não são rotina para todas as pacientes em TH sem sintomas. A dosagem hormonal não é utilizada para monitorar a TH, pois os níveis séricos não são preditivos da resposta clínica ou da segurança do tratamento, que é guiado pela avaliação clínica e rastreio de riscos.
A mamografia anual é crucial para o rastreio de câncer de mama, pois a terapia hormonal, especialmente a combinada (estrogênio e progesterona), pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama em uso prolongado.
O exame clínico periódico é fundamental para avaliar a saúde geral da paciente, monitorar efeitos adversos da TH, realizar o exame físico das mamas e ginecológico, e discutir a continuidade da terapia, mas não substitui a mamografia para rastreio.
A dosagem hormonal de estrógenos não é útil para monitorar a TH, pois os níveis séricos não se correlacionam diretamente com a eficácia ou segurança da terapia. O acompanhamento é clínico e baseado no rastreio de riscos.
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