UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher, 52a, na menopausa há dois anos, em uso de terapia hormonal. Sem comorbidades. Antecedentes familiares negativos. OS EXAMES RECOMENDADOS PARA O ACOMPANHAMENTO DA TERAPIA HORMONAL SÃO:
Acompanhamento de TH na menopausa → Perfil lipídico, glicemia e mamografia.
O acompanhamento da Terapia Hormonal na menopausa foca na avaliação dos riscos cardiovasculares e de câncer de mama, que podem ser influenciados pela TH. Portanto, exames como perfil lipídico, glicemia e mamografia são essenciais.
A Terapia Hormonal (TH) na menopausa é uma opção eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores e geniturinários, além da prevenção da osteoporose. No entanto, sua indicação e acompanhamento exigem uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios individuais, especialmente em relação à saúde cardiovascular e ao risco de câncer de mama. O acompanhamento regular é crucial para garantir a segurança e otimizar os resultados do tratamento. O foco do acompanhamento da TH não é a dosagem de hormônios sexuais, que não possui utilidade clínica para monitorar a terapia. Em vez disso, a atenção deve ser direcionada para a avaliação de fatores de risco e potenciais efeitos adversos. Isso inclui a avaliação do perfil lipídico (dosagem de lipoproteínas e frações) e da glicemia, devido ao impacto da TH no metabolismo lipídico e glicêmico, e sua relação com o risco cardiovascular. A mamografia é um exame essencial no rastreamento do câncer de mama, e sua realização periódica é mandatória para mulheres em TH, dada a possível associação entre o uso de hormônios e um discreto aumento no risco de câncer de mama, especialmente com a terapia combinada e uso prolongado. Outros exames como ultrassonografia pélvica podem ser considerados em casos específicos (ex: sangramento uterino anormal), mas não são de rotina para todas as pacientes em TH. A cintilografia óssea é indicada para diagnóstico e acompanhamento da osteoporose, mas não é um exame de rotina para o acompanhamento da TH em si, a menos que haja indicação específica para osteoporose.
A dosagem de hormônios sexuais não é útil para monitorar a eficácia ou segurança da TH, pois os níveis hormonais exógenos não refletem a resposta tecidual e os sintomas são o principal guia para ajuste da dose.
Os principais riscos incluem aumento do risco de tromboembolismo venoso, acidente vascular cerebral, doença coronariana (em mulheres mais velhas ou com início tardio da TH) e câncer de mama.
A mamografia é fundamental para o rastreamento do câncer de mama, cujo risco pode ser ligeiramente aumentado com o uso prolongado de TH, especialmente a terapia combinada de estrogênio e progestagênio.
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