PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Os números 1, 2, 3 e 4 no esquema reproduzido ao lado identificam, aleatoriamente, hormônios esteroides ovarianos e gonadotrofinas. Baseado no comportamento dessas linhas ao longo do ciclo, refletidas nos seus trajetos, responda as questões a seguir: Ainda usando o esquema acima e considerando os números que identificam as linhas, escolha entre as opções abaixo a alternativa CORRETA:
Terapia hormonal menopausa com endometriose = estrogênio + progestagênio (para proteger endométrio remanescente).
A questão se refere a um esquema de hormônios no ciclo menstrual. Assumindo que 1 e 3 representam estrogênio e progesterona (ou vice-versa), a terapia hormonal na menopausa para mulheres com história de endometriose deve incluir progestagênio para evitar a estimulação do tecido endometrial ectópico remanescente pelo estrogênio, prevenindo a recorrência da doença ou o crescimento de implantes.
O ciclo menstrual é um processo finamente regulado por um eixo hormonal complexo envolvendo o hipotálamo, a hipófise e os ovários. As gonadotrofinas, Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e Hormônio Luteinizante (LH), são produzidas pela hipófise e atuam nos ovários, estimulando a produção de hormônios esteroides ovarianos: estrogênio e progesterona. O estrogênio, predominantemente estradiol, é responsável pela proliferação endometrial na fase folicular, enquanto a progesterona, produzida após a ovulação pelo corpo lúteo, prepara o endométrio para a implantação e mantém a gravidez inicial. A transição menopausal é marcada pela falência ovariana e consequente queda na produção de estrogênio e progesterona, levando a sintomas vasomotores, atrofia urogenital e perda óssea. A terapia hormonal (TH) é uma opção para aliviar esses sintomas. No entanto, em mulheres com história de endometriose, a abordagem da TH deve ser cautelosa. A endometriose é uma condição estrogênio-dependente, onde tecido endometrial ectópico responde aos estímulos hormonais. A administração de estrogênio isolado pode reativar ou estimular o crescimento desses implantes, causando dor e recorrência da doença. Portanto, para mulheres na menopausa com história de endometriose, a terapia hormonal combinada com estrogênio e progestagênio é a recomendada. O progestagênio é essencial para antagonizar os efeitos proliferativos do estrogênio sobre qualquer tecido endometrial remanescente, seja no útero (se presente) ou em implantes ectópicos de endometriose, minimizando o risco de recorrência da doença e protegendo contra hiperplasia endometrial. Residentes devem estar cientes dessas nuances para prescrever a TH de forma segura e eficaz, considerando o histórico clínico completo da paciente.
A progesterona é crucial para antagonizar os efeitos proliferativos do estrogênio sobre o tecido endometrial, incluindo os implantes de endometriose. Isso ajuda a prevenir a recorrência da doença e a proteger o endométrio uterino remanescente contra hiperplasia e câncer.
Os principais hormônios são as gonadotrofinas (FSH e LH), produzidas pela hipófise, e os hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona). O FSH estimula o crescimento folicular, o LH desencadeia a ovulação, o estrogênio prolifera o endométrio e a progesterona o prepara para a implantação.
A reserva ovariana é avaliada principalmente pela dosagem do hormônio anti-Mülleriano (AMH), que reflete o número de folículos primordiais, e pela contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal. FSH e Estradiol no 3º dia do ciclo também são usados, mas são menos sensíveis que AMH e CFA.
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