UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mulher de 53 anos queixa-se de fogachos intensos, que atrapalham sua qualidade de vida, insônia e alteração de humor. AP: G3P3A0, amenorreia há dois anos, HAS controlada, nega tabagismo. AF: negativo para câncer de mama. Exame físico: PA 125 x 80 mmHg, IMC 31 kg/m². Exames laboratoriais: glicemia 95 mg/dL, colesterol total 258 mg/dL, LDL-c 160 mg/dL, HDL-c 38 mg/dL, triglicerídeos 300 mg/dL. Mamografia: BIRADS 2. Em relação à terapia hormonal (TH), é correto afirmar que
TH combinada transdérmica é opção para sintomas vasomotores em menopausa, mesmo com HAS/dislipidemia controladas.
A paciente apresenta sintomas vasomotores intensos que afetam sua qualidade de vida. Embora tenha HAS controlada, obesidade e dislipidemia, a via transdérmica para a terapia hormonal combinada pode ser uma opção mais segura, pois evita a passagem hepática e tem menor impacto em fatores de risco cardiovascular e trombose, quando comparada à via oral.
A terapia hormonal (TH) na menopausa é a abordagem mais eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos) e da atrofia urogenital, que podem comprometer significativamente a qualidade de vida das mulheres. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, o tempo desde a menopausa, a gravidade dos sintomas e a presença de comorbidades e fatores de risco. Embora existam contraindicações absolutas (como câncer de mama ou endométrio ativo, doença tromboembólica aguda, doença hepática grave), comorbidades como hipertensão arterial controlada, obesidade e dislipidemia não são necessariamente contraindicações absolutas. Nesses casos, a escolha da via de administração e do tipo de hormônio torna-se crucial para minimizar riscos. A via transdérmica (adesivos, géis) para estrogênio é frequentemente preferida em pacientes com fatores de risco cardiovascular, como HAS, dislipidemia ou obesidade, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática. Isso resulta em menor impacto sobre a coagulação, triglicerídeos e pressão arterial, oferecendo um perfil de segurança mais favorável em comparação com a via oral. A TH combinada (estrogênio + progestagênio) é indicada para mulheres com útero intacto para proteger o endométrio.
A principal indicação é o alívio dos sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos) e da atrofia urogenital que impactam a qualidade de vida, após avaliação individualizada dos riscos e benefícios.
Não são contraindicações absolutas, especialmente se controladas. A via transdérmica pode ser preferível nestes casos, pois tem menor impacto sobre a pressão arterial e o perfil lipídico, além de menor risco trombótico.
A via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepática, resultando em menor impacto sobre fatores de coagulação, triglicerídeos e pressão arterial, oferecendo um perfil de segurança mais favorável para certas pacientes.
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