UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 50 anos relata episódios de calor e sudorese noturna, especialmente no tórax e na face, que às vezes interrompem o sono. Refere ciclos irregulares há mais de um ano e que está sem menstruar há três meses. Informa ganho de peso durante a pandemia, que se encontra com 75kg e 152cm de altura e fez ultrassom abdominal que mostrou esteatose hepática. Nega tabagismo, uso de corticoides, ingestão de bebidas alcóolicas e história de transfusão de sangue. A mãe é obesa e diabética, a tia paterna faleceu de câncer de mama, e a avó sofreu fratura do fêmur aos 70 anos. Ela pergunta ao médico se está na menopausa e deseja fazer todos os exames, inclusive as dosagens hormonais e densitometria. Além disso, quer começar a terapia hormonal (TH) o mais cedo possível porque “quer ter uma velhice saudável”. Sobre a abordagem do climatério/menopausa nesse caso, é correto afirmar que a:
TH combinada estrogênio + progestogênio é melhor para sintomas vasomotores em mulheres com útero, protegendo o endométrio.
A terapia hormonal combinada (estrogênio e progestogênio) é a melhor opção para o tratamento dos sintomas vasomotores em mulheres com útero intacto, pois o progestogênio protege contra a hiperplasia endometrial e o câncer.
O climatério e a menopausa representam uma fase natural na vida da mulher, marcada pela cessação da função ovariana e a consequente diminuição dos níveis hormonais, principalmente de estrogênio. Essa transição pode ser acompanhada por uma série de sintomas, sendo os vasomotores (fogachos e sudorese noturna) os mais comuns e impactantes na qualidade de vida. A terapia hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores. Em mulheres com útero intacto, a TH combinada de estrogênio e progestogênio é a abordagem recomendada. O estrogênio é responsável pelo alívio dos sintomas, enquanto o progestogênio é adicionado para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer, condições que podem ser induzidas pelo estrogênio isolado. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da mulher, o tempo desde a menopausa, a gravidade dos sintomas, os riscos e benefícios potenciais, e as contraindicações. Fatores como história familiar de câncer de mama ou esteatose hepática não são contraindicações absolutas, mas exigem uma avaliação cuidadosa e discussão com a paciente sobre os riscos e benefícios específicos.
A principal indicação da terapia hormonal (TH) é o alívio dos sintomas vasomotores moderados a graves, como fogachos e sudorese noturna, que impactam significativamente a qualidade de vida da mulher.
Em mulheres com útero intacto, a TH combinada é essencial porque o progestogênio protege o endométrio contra a hiperplasia e o câncer endometrial, que podem ser induzidos pelo estrogênio isolado.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama atual ou prévio, câncer endometrial, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave e doença cardiovascular ativa.
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