Terapia Hormonal: Contraindicações Absolutas na Menopausa

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente com 51 anos de idade, menopausada há 1 ano, com queixas de fogachos intensos há 1 ano, insônia, irritabilidade alternando com períodos de depressão, fraqueza, indisposição e queda da libido. Paciente não apresenta comorbidades. Ao explicar os tratamentos, opta-se pela Terapia Hormonal (TH). Das alternativas abaixo, qual não é contraindicação absoluta à TH?

Alternativas

  1. A) Câncer de mama.
  2. B) Hipertensão arterial.
  3. C) Tromboembolismo agudo.
  4. D) Sangramento genital de origem desconhecida.

Pérola Clínica

Hipertensão arterial controlada não é contraindicação absoluta à TH, mas exige monitoramento. Câncer de mama, TEV agudo, sangramento genital desconhecido são contraindicações absolutas.

Resumo-Chave

A hipertensão arterial, se bem controlada, não é uma contraindicação absoluta à terapia hormonal (TH) na menopausa, embora exija monitoramento rigoroso. Em contraste, condições como câncer de mama, tromboembolismo venoso agudo e sangramento genital de origem desconhecida são contraindicações absolutas devido aos riscos significativos que a TH pode acarretar.

Contexto Educacional

A terapia hormonal (TH) é uma opção eficaz para o manejo dos sintomas vasomotores e geniturinários da menopausa, além de prevenir a osteoporose. No entanto, sua indicação deve ser cuidadosamente avaliada, considerando as contraindicações absolutas e relativas, que visam minimizar riscos potenciais à saúde da paciente. As contraindicações absolutas são condições nas quais a TH não deve ser iniciada devido ao risco significativo de eventos adversos graves. Estas incluem câncer de mama (atual ou prévio), câncer de endométrio, sangramento genital de origem desconhecida, doença tromboembólica venosa ou arterial ativa (como trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto agudo do miocárdio, AVC), doença hepática grave e porfiria. A hipertensão arterial, por outro lado, não é uma contraindicação absoluta se estiver controlada. Pacientes hipertensas podem se beneficiar da TH, mas requerem monitoramento rigoroso da pressão arterial. A escolha da via de administração, como a transdérmica, pode ser preferível em pacientes com hipertensão ou outros fatores de risco cardiovascular, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática e pode ter um perfil de risco mais favorável para trombose e pressão arterial.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações absolutas para a terapia hormonal na menopausa?

As contraindicações absolutas incluem câncer de mama atual ou prévio, câncer de endométrio, sangramento vaginal de causa desconhecida, doença tromboembólica venosa ou arterial ativa, doença hepática grave e porfiria.

Por que a hipertensão arterial não é uma contraindicação absoluta à TH?

A hipertensão arterial, se estiver bem controlada com medicação, não impede o uso da TH. No entanto, é fundamental monitorar a pressão arterial de perto, especialmente no início do tratamento, e considerar a via transdérmica, que pode ter menor impacto na pressão.

Qual o risco de tromboembolismo venoso com a terapia hormonal e como ele é gerenciado?

A TH oral aumenta o risco de tromboembolismo venoso, especialmente nos primeiros anos de uso. Pacientes com histórico de TEV ou trombofilias têm contraindicação absoluta. A via transdérmica pode ter um risco menor, mas a avaliação individual é crucial.

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