HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021
O exame utilizado para decidir qual a via de administração de terapia hormonal na menopausa é:
TH menopausa: Lipidograma → via de adm. Estrogênio oral ↑ triglicerídeos, transdérmico ↓.
O lipidograma é crucial para definir a via de administração da terapia hormonal na menopausa, pois o estrogênio oral pode aumentar os triglicerídeos e o risco trombótico, enquanto a via transdérmica não apresenta esse efeito metabólico hepático.
A terapia hormonal (TH) na menopausa é uma estratégia eficaz para aliviar sintomas vasomotores e prevenir a osteoporose, mas sua indicação e via de administração devem ser individualizadas. A decisão é complexa e envolve a avaliação do perfil de risco-benefício de cada paciente, considerando fatores como idade, tempo de menopausa e comorbidades. O lipidograma desempenha um papel crucial na escolha da via de administração da TH. O estrogênio oral, ao passar pelo fígado (primeira passagem hepática), pode aumentar a síntese de triglicerídeos e de fatores de coagulação, elevando o risco cardiovascular e trombótico em mulheres predispostas. Em contraste, a via transdérmica (adesivos, géis) evita esse efeito hepático, sendo geralmente mais segura para pacientes com dislipidemia ou histórico de trombose. Portanto, antes de iniciar a TH, uma avaliação completa, incluindo o lipidograma, é indispensável para otimizar a segurança e eficácia do tratamento. A escolha da via deve sempre visar a minimização dos riscos, especialmente os cardiovasculares, enquanto se busca o alívio dos sintomas e a melhora da qualidade de vida da mulher na menopausa.
O lipidograma avalia o perfil lipídico da paciente, sendo fundamental para decidir a via de administração da terapia hormonal. O estrogênio oral pode impactar negativamente os triglicerídeos, enquanto a via transdérmica é mais segura nesse aspecto.
A via transdérmica evita a primeira passagem hepática, o que reduz o impacto nos fatores de coagulação e no perfil lipídico (especialmente triglicerídeos), sendo uma opção mais segura para mulheres com dislipidemia ou risco trombótico.
Além do lipidograma, são essenciais mamografia (rastreamento de câncer de mama), densitometria óssea (avaliação de osteoporose), exames de coagulação e avaliação clínica completa para determinar riscos e benefícios.
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