HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Mulher de 50 anos de idade, tabagista, obesa (IMC= 36Kg/m²), amidalectomia aos 3 anos de idade, - histerectomizada por miomatose uterina aos 39 anos de idade, procurou o ambulatório de ginecologia por apresentar fogachos e insônia. Apresenta exames laboratoriais normais. Deseja fazer uso de terapia hormonal. Assinale a opção que contém a melhor terapia a ser indicada nesse caso:
Mulher histerectomizada + menopausa + fatores risco (tabagismo, obesidade) → Estrogênio isolado transdérmico é a melhor TH.
Para mulheres histerectomizadas, a terapia hormonal de estrogênio isolado é apropriada, pois não há necessidade de progestogênio para proteger o endométrio. A via transdérmica é preferível em pacientes com fatores de risco para trombose (tabagismo, obesidade) ou doença hepática, pois evita a primeira passagem hepática e minimiza o impacto nos fatores de coagulação.
A terapia hormonal (TH) na menopausa é uma opção eficaz para aliviar sintomas vasomotores e melhorar a qualidade de vida. A escolha da TH deve ser individualizada, considerando os sintomas, a idade da paciente, o tempo desde a menopausa e a presença de fatores de risco. Para mulheres histerectomizadas, a terapia com estrogênio isolado é a mais indicada, pois a adição de progestogênio não é necessária para a proteção endometrial. A via de administração do estrogênio é um ponto crítico, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo e obesidade, que aumentam o risco de eventos tromboembólicos. A via oral de estrogênio passa pelo fígado (primeira passagem hepática), o que pode aumentar a produção de fatores de coagulação e triglicerídeos. Em contraste, a via transdérmica (adesivos, géis) evita essa primeira passagem hepática, resultando em um perfil de segurança cardiovascular e tromboembólico mais favorável. Portanto, para uma mulher de 50 anos, tabagista e obesa, histerectomizada, que deseja TH, o estrogênio isolado por via transdérmica é a opção mais segura e eficaz. É fundamental discutir os riscos e benefícios com a paciente, monitorar a resposta e ajustar a terapia conforme necessário, sempre buscando a menor dose eficaz pelo menor tempo possível.
Mulheres histerectomizadas não possuem útero, eliminando a necessidade de progestogênio para proteger o endométrio da hiperplasia induzida pelo estrogênio, simplificando a terapia.
A via transdérmica evita a primeira passagem hepática, reduzindo o impacto nos fatores de coagulação e no perfil lipídico, sendo mais segura para pacientes com tabagismo, obesidade ou risco de trombose.
Fatores como tabagismo, obesidade, histórico de trombose, hipertensão e dislipidemia são cruciais, pois aumentam o risco cardiovascular e tromboembólico, favorecendo vias não orais e doses mínimas eficazes.
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