SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
O conhecimento de fármacos (hormonioterapia), de suas aplicações e de seus efeitos colaterais é fundamental para o tratamento adequado da maioria das afecções ginecológicas que podem acometer a mulher desde a infância (puberdade precoce) até a senectude. Mulher de 56 anos, menopausada desde os 52, portadora de síndrome varicosa de membros inferiores, vem ao consultório ginecológico, com queixas de irritabilidade, fogachos, ressecamento vaginal e exame complementar indicando osteopenia. Demonstra-se preocupada com a necessidade de realizar terapia hormonal (TH). Com relação a esse caso, assinale a alternativa correta.
TH transdérmica ↓ risco de trombose venosa em mulheres menopausadas com fatores de risco como varizes.
Em mulheres menopausadas com fatores de risco para tromboembolismo, como síndrome varicosa, a terapia hormonal (TH) por via não oral (transdérmica) é preferível. Essa via evita o metabolismo de primeira passagem hepática, diminuindo a ativação de fatores de coagulação e, consequentemente, o risco de trombose venosa, tornando a TH uma opção mais segura para alívio dos sintomas e tratamento da osteopenia.
A terapia hormonal (TH) na menopausa é uma intervenção eficaz para aliviar sintomas vasomotores, tratar a atrofia urogenital e prevenir a osteoporose. No entanto, sua indicação e segurança são temas de debate e exigem uma avaliação criteriosa dos riscos e benefícios, especialmente em pacientes com comorbidades. Residentes devem estar aptos a individualizar a conduta, considerando os fatores de risco da paciente. A mulher de 56 anos, menopausada há 4 anos, com sintomas como irritabilidade, fogachos, ressecamento vaginal e osteopenia, é uma candidata potencial à TH. Contudo, a presença de síndrome varicosa de membros inferiores levanta uma preocupação importante: o risco de tromboembolismo venoso (TEV). A TH oral, particularmente com estrogênios, aumenta o risco de TEV devido ao efeito de primeira passagem hepática, que eleva a síntese de fatores de coagulação. Nesse contexto, a via de administração da TH torna-se crucial. A terapia hormonal transdérmica (estrogênio em adesivo, gel ou spray) não passa pelo metabolismo hepático de primeira passagem, resultando em um perfil de risco trombótico significativamente menor em comparação com a via oral. Portanto, em pacientes com fatores de risco para TEV, como a síndrome varicosa, a via transdérmica pode ser uma alternativa mais segura para o tratamento dos sintomas menopáusicos e da osteopenia, permitindo que a paciente se beneficie da TH com um risco reduzido. A decisão deve ser sempre individualizada, considerando a janela de oportunidade e as comorbidades da paciente.
As principais indicações incluem o alívio de sintomas vasomotores (fogachos), atrofia urogenital (ressecamento vaginal), prevenção e tratamento da osteoporose em mulheres com alto risco, e melhora da qualidade de vida em geral. A decisão deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios.
A via transdérmica de estrogênio evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que significa que não há um aumento significativo na síntese de fatores de coagulação e de proteínas inflamatórias pelo fígado. Isso resulta em um perfil de risco trombótico mais favorável em comparação com a via oral.
A síndrome varicosa, especialmente se associada a histórico de trombose, é um fator de risco para tromboembolismo. No entanto, não é uma contraindicação absoluta para a TH, especialmente se a via transdérmica for utilizada, pois esta minimiza o risco trombótico. A avaliação deve ser individualizada, ponderando os benefícios e riscos.
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