Terapia Hormonal na Menopausa: Via Transdérmica Segura

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 53 anos, IMC 42kg/m², circunferência abdominal de 123cm, hipertensa, laboratório alterado, no qual podemos observar redução do HDL Colesterol, aumento de triglicerídeos e intolerância a Glicose. Última menstruação há 1 ano e 8 meses. Deseja fazer TH (Terapia Hormonal). Qual a melhor via de administração para essa paciente, diante desse quadro?

Alternativas

  1. A) TH por via oral combinada.
  2. B) TH por via oral com Estrogênio isolado.
  3. C) TH por via transdérmica combinada.
  4. D) TH por via transdérmica com Estrogênio isolado.

Pérola Clínica

Mulher obesa, hipertensa, dislipidêmica na menopausa → TH transdérmica combinada é a via mais segura.

Resumo-Chave

Pacientes com síndrome metabólica (obesidade, hipertensão, dislipidemia, intolerância à glicose) têm maior risco cardiovascular e tromboembólico. A via transdérmica de TH é preferível à oral, pois evita a primeira passagem hepática, minimizando os efeitos negativos sobre os fatores de coagulação e o perfil lipídico. A terapia combinada é essencial para mulheres com útero intacto.

Contexto Educacional

A Terapia Hormonal (TH) na menopausa é uma opção eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores e geniturinários, além de ter benefícios na prevenção da osteoporose. No entanto, a escolha da via de administração e do tipo de hormônio deve ser individualizada, considerando o perfil de risco da paciente. A paciente do caso apresenta síndrome metabólica (obesidade, hipertensão, dislipidemia, intolerância à glicose), o que a coloca em um grupo de maior risco cardiovascular e tromboembólico. Nesses casos, a via transdérmica (adesivos, géis) é amplamente preferida em relação à via oral. A principal vantagem da via transdérmica é evitar o efeito de primeira passagem hepática. Isso significa que o estrogênio não passa diretamente pelo fígado em altas concentrações, o que minimiza seus efeitos sobre a síntese de fatores de coagulação (reduzindo o risco de trombose) e sobre o metabolismo lipídico (com menor impacto negativo no HDL e triglicerídeos). Além disso, como a paciente tem útero intacto (não há menção de histerectomia), a terapia combinada de estrogênio e progesterona é obrigatória. A progesterona é essencial para proteger o endométrio do estímulo estrogênico, prevenindo a hiperplasia endometrial e o câncer. Portanto, a TH por via transdérmica combinada é a conduta mais segura e adequada para essa paciente.

Perguntas Frequentes

Por que a via transdérmica é preferível para a Terapia Hormonal em pacientes com síndrome metabólica?

A via transdérmica evita a primeira passagem hepática, o que minimiza os efeitos negativos sobre os fatores de coagulação e o perfil lipídico, tornando-a mais segura para pacientes com obesidade, hipertensão, dislipidemia e intolerância à glicose.

Quando a Terapia Hormonal combinada (estrogênio + progesterona) é indicada?

A Terapia Hormonal combinada é indicada para mulheres com útero intacto, pois a progesterona é essencial para proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer endometrial induzidos pelo estrogênio.

Quais são os riscos da Terapia Hormonal oral em pacientes com comorbidades?

A TH oral pode aumentar o risco de eventos tromboembólicos e ter um impacto mais desfavorável no perfil lipídico e na pressão arterial, especialmente em pacientes com síndrome metabólica, devido ao seu metabolismo hepático.

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