Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Paciente atendida em ambulatório com 48 anos, queixando muito incômodo por onda de calor há 6 meses e amenorreia há 13 meses. Faz uso de losartana a 8 meses e a pressão tem ficado controlada. Dois partos cesáreos e nenhuma outra cirurgia. Nega história familiar de câncer de mama, ou diabetes, e pais com doença hipertensiva. Considerando o caso descrito, é CORRETO afirmar sobre essa paciente que:
Mulher com sintomas vasomotores e útero → THM combinada (estrogênio + progesterona), via transdérmica segura em hipertensas controladas.
Pacientes com útero intacto necessitam de progesterona associada ao estrogênio na terapia hormonal para proteger o endométrio. A via transdérmica de estrogênio é preferível em hipertensas, pois evita a primeira passagem hepática e tem menor impacto na pressão arterial e nos fatores de coagulação.
A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher, caracterizado pela cessação permanente da menstruação, geralmente após 12 meses de amenorreia, e associada a sintomas vasomotores e geniturinários. A terapia hormonal da menopausa (THM) é a abordagem mais eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores moderados a graves e para a prevenção da osteoporose em mulheres selecionadas. É crucial avaliar o perfil de risco-benefício individual de cada paciente antes de iniciar a THM. A escolha da THM depende da presença ou ausência do útero. Mulheres com útero intacto devem receber terapia combinada de estrogênio e progesterona para proteger o endométrio. A via de administração também é importante; a via transdérmica de estrogênio é frequentemente preferida em pacientes com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão controlada, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática, minimizando os efeitos sobre a coagulação e a pressão arterial. O manejo da THM requer uma avaliação cuidadosa das contraindicações (câncer de mama, doença tromboembólica, doença hepática ativa) e dos riscos potenciais. A losartana para hipertensão controlada não contraindica a THM, e a escolha da via transdérmica pode mitigar preocupações. É fundamental monitorar a paciente regularmente e reavaliar a necessidade e a segurança da THM ao longo do tempo, utilizando a menor dose efetiva pelo menor tempo necessário.
A THM é indicada principalmente para o alívio de sintomas vasomotores moderados a graves, como ondas de calor e suores noturnos, e para o tratamento da síndrome geniturinária da menopausa, quando outras opções não são eficazes.
A progesterona é essencial para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer endometrial, que podem ser induzidos pelo estrogênio isolado em mulheres com útero intacto. A combinação garante a segurança endometrial.
Hipertensão arterial controlada não é uma contraindicação absoluta para THM. A via transdérmica de estrogênio é geralmente preferível nessas pacientes, devido ao menor impacto metabólico e cardiovascular em comparação com a via oral.
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