HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Mulher de 48 anos, histerectomizada por leiomiomatose uterina há 14 meses. Iniciou com queixa de fogachos há 2 meses. A determinação do FSH sérico é de 50 mUI/ml. A paciente é hígida, sem história prévia ou familiar de eventos tromboembólicos. Qual das alternativas abaixo corresponder a MELHOR opção para tratamento dos sintomas referidos?
Mulher histerectomizada com fogachos e menopausa confirmada: estrogênio transdérmico exclusivo é a melhor opção.
Para mulheres histerectomizadas com sintomas vasomotores da menopausa, a terapia com estrogênio exclusivo é a escolha. A via transdérmica é preferível por ter um perfil de segurança cardiovascular e trombótico mais favorável em comparação com a via oral.
A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher, caracterizado pelo fim da menstruação e pela diminuição da produção hormonal ovariana, principalmente de estrogênio. Em mulheres histerectomizadas, a menopausa pode ser cirúrgica (se os ovários forem removidos) ou natural, mas a ausência do útero simplifica a terapia hormonal (TH), pois elimina a necessidade de progestagênio. Os sintomas vasomotores, como os fogachos, são as queixas mais comuns e impactantes na qualidade de vida durante o climatério. O diagnóstico é clínico, confirmado por níveis elevados de FSH (> 40 mUI/mL) em mulheres com amenorreia ou histerectomizadas com sintomas. A TH é o tratamento mais eficaz para esses sintomas. Para mulheres histerectomizadas, a terapia com estrogênio exclusivo é a opção de escolha. A via transdérmica (adesivos, géis) é preferível à oral, pois evita o metabolismo hepático de primeira passagem, o que se traduz em menor risco de trombose venosa profunda e menor impacto em outros marcadores metabólicos. A duração da TH deve ser individualizada, mas pode ser mantida por vários anos, desde que os benefícios superem os riscos e haja monitoramento regular.
Mulheres histerectomizadas não possuem útero, eliminando a necessidade de progestagênio para proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer induzidos pelo estrogênio. Assim, a terapia com estrogênio exclusivo é suficiente para aliviar os sintomas menopausais.
O estrogênio transdérmico evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que resulta em menor impacto sobre fatores de coagulação e lipídios, conferindo um perfil de segurança cardiovascular e trombótico mais favorável em comparação com o estrogênio oral.
A duração da terapia hormonal deve ser individualizada, considerando os sintomas, riscos e benefícios. Geralmente, é recomendada pelo menor tempo possível e na menor dose eficaz, mas pode ser estendida por até 5-7 anos ou mais, se os benefícios superarem os riscos e a paciente for bem monitorada.
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