AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Mulher, 50 anos, que teve sua última menstruação há dois anos e está com intensa sintomatologia no climatério, retorna para atendimento com ginecologista trazendo exames complementares: ultrassonografia transvaginal com eco endometrial de 4 mm, mamografia BI-RADS 2 e densitometria óssea com osteopenia em coluna lombar. Sabendo que a paciente quer fazer uso de terapia hormonal (TH), não possui antecedentes de doença cardiovascular ou tromboembólica o médico deverá associar o progestagênio ao estrogênio na TH para:
Mulheres com útero intacto em TH devem usar progestagênio para prevenir hiperplasia e câncer de endométrio.
Em mulheres na pós-menopausa com útero intacto que optam pela terapia hormonal, a associação de progestagênio ao estrogênio é fundamental. O estrogênio isolado estimula o crescimento endometrial, aumentando o risco de hiperplasia e câncer de endométrio, enquanto o progestagênio antagoniza esse efeito, protegendo o útero.
A terapia hormonal (TH) no climatério é uma ferramenta importante para o manejo dos sintomas, mas sua prescrição exige conhecimento detalhado dos riscos e benefícios. A menopausa, caracterizada pela cessação da função ovariana, leva à deficiência estrogênica, que é a base dos sintomas vasomotores, atrofia urogenital e perda óssea. A paciente da questão, com 50 anos e dois anos de menopausa, apresenta sintomas intensos e exames que permitem a TH. A fisiopatologia da hiperplasia endometrial está ligada à exposição prolongada e desbalanceada ao estrogênio sem a oposição do progestagênio. O estrogênio estimula a proliferação das células endometriais. Se essa proliferação não for controlada pelo progestagênio, pode levar a hiperplasia e, eventualmente, a malignidade. O diagnóstico de um eco endometrial de 4 mm é tranquilizador, mas a proteção contra a proliferação futura é crucial. A conduta correta na TH para mulheres com útero intacto é sempre associar o progestagênio ao estrogênio. O progestagênio induz a diferenciação e a descamação endometrial, prevenindo a hiperplasia e o câncer. As outras opções (atenuação da perda óssea, redução do câncer de mama, preservação do trofismo urogenital) são benefícios ou efeitos da TH como um todo, mas não a razão específica para a adição do progestagênio.
O progestagênio é essencial para proteger o endométrio do estímulo proliferativo causado pelo estrogênio. Sem ele, o estrogênio isolado aumentaria significativamente o risco de hiperplasia endometrial e, consequentemente, de câncer de endométrio.
O principal risco da terapia com estrogênio isolado em mulheres com útero é o desenvolvimento de hiperplasia endometrial e câncer de endométrio, devido à proliferação celular descontrolada induzida pelo estrogênio sem a oposição do progestagênio.
Sim, a terapia hormonal combinada (estrogênio + progestagênio) tem sido associada a um pequeno aumento no risco de câncer de mama com o uso prolongado, especialmente após 3-5 anos de uso.
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