UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Mulher, 53 anos, hipertensa controlada, menopausada há 3 anos, iniciou terapêutica hormonal do climatério há 6 meses em outro serviço devido a sintomas vasomotores e ressecamento vaginal com valerato de estradiol oral 1 mg e diidrogesterona 100 mg diariamente. Hoje, retorna para reavaliação referindo manutenção dos sintomas genito-urinários e melhora dos fogachos. Diante desta queixa, assinale a alternativa correta para o manejo da queixa e garantia de segurança para a paciente.
THM oral para sintomas genito-urinários persistentes → Associar estriol vaginal e/ou mudar estradiol para transdérmico.
Paciente em terapia hormonal oral para climatério com persistência de sintomas genito-urinários (ressecamento vaginal) pode se beneficiar da adição de estriol tópico vaginal para ação local. A troca do estradiol oral para transdérmico pode otimizar a absorção e reduzir efeitos sistêmicos, mantendo a eficácia para sintomas vasomotores.
A Terapia Hormonal do Climatério (THC) é um tratamento eficaz para os sintomas vasomotores e genito-urinários da menopausa. No entanto, a resposta individual pode variar, e nem todos os sintomas são igualmente controlados por uma única via de administração ou dose. Os sintomas genito-urinários, como ressecamento vaginal, dispareunia e disúria, são causados pela atrofia urogenital devido à deficiência estrogênica. Quando uma paciente em THC oral apresenta melhora dos fogachos, mas persistência dos sintomas genito-urinários, é importante otimizar o tratamento. A adição de estrogênio tópico vaginal, como o estriol, é uma excelente estratégia, pois atua diretamente na mucosa vaginal e uretral com absorção sistêmica mínima, proporcionando alívio local sem aumentar significativamente os riscos sistêmicos da THC. Além disso, a troca do estradiol oral para a via transdérmica (adesivo, gel) pode ser benéfica. A via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que pode resultar em um perfil de segurança mais favorável (menor impacto em fatores de coagulação e triglicerídeos) e níveis séricos de estrogênio mais estáveis, melhorando a eficácia para alguns sintomas e a adesão da paciente.
A terapia hormonal oral pode não entregar estrogênio suficiente diretamente aos tecidos vaginais e uretrais para aliviar completamente a atrofia. A via oral também sofre metabolismo de primeira passagem, que pode reduzir a disponibilidade local.
O estriol vaginal atua localmente na mucosa vaginal e uretral, promovendo a proliferação celular e a melhora da lubrificação, com mínima absorção sistêmica, o que o torna seguro e eficaz para sintomas genito-urinários isolados ou persistentes.
A via transdérmica pode ser considerada quando há persistência de sintomas, preocupação com o perfil de segurança (ex: risco trombótico, hepático) ou para otimizar a dose, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática, resultando em níveis séricos mais estáveis.
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