Terapia Hormonal Climatério: Riscos e Benefícios Essenciais

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023

Enunciado

No que diz respeito à terapia hormonal no climatério, é INCORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Embora comum em mulheres até 60 anos, o risco relacionado à terapia hormonal para eventos tromboembólicos venosos graves aumenta com a idade mesmo não associado com trombofilias.
  2. B) O principal objetivo do tratamento na atrofia vulvovaginal é o alívio dos sintomas, como falta de lubrificação, dispareunia e ressecamento vaginal. Para mulheres com sintomas moderados e severos, as preparações de baixa dose de estrogênio vaginal são eficazes e geralmente seguras.
  3. C) A Colelitíase, a Colecistite e a Colecistectomia ocorrem mais frequentemente em mulheres que usam estrogenioterapia por via oral, presumidamente pelo efeito hepático da primeira passagem após a ingestão oral.
  4. D) Os sintomas vasomotores frequentes na peri e pós-menopausa acometem até 80% das mulheres. A terapia hormonal é considerada o tratamento mais efetivo para essas mulheres no alívio desses sintomas.

Pérola Clínica

Risco tromboembólico da TH aumenta com idade, especialmente >60 anos ou >10 anos pós-menopausa, e é maior com estrogênio oral.

Resumo-Chave

A terapia hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores e atrofia vulvovaginal no climatério. No entanto, seu uso deve considerar a "janela de oportunidade" (geralmente <60 anos ou <10 anos pós-menopausa) e os riscos, como o aumento do risco tromboembólico venoso, que é maior com a idade e com a via oral do estrogênio.

Contexto Educacional

A terapia hormonal (TH) no climatério é um pilar fundamental no manejo dos sintomas da menopausa, visando melhorar a qualidade de vida das mulheres. É indicada principalmente para o alívio de sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos) e sintomas de atrofia vulvovaginal. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da mulher, o tempo desde a menopausa, a gravidade dos sintomas e a presença de comorbidades. Os benefícios da TH incluem a melhora significativa dos sintomas vasomotores e urogenitais, além de contribuir para a prevenção da osteoporose. No entanto, existem riscos associados, como o aumento do risco de tromboembolismo venoso (TEV), doença cardiovascular (em mulheres mais velhas ou com TH iniciada tardiamente), câncer de mama (com estrogênio + progestagênio) e colelitíase (com estrogênio oral). A "janela de oportunidade" para iniciar a TH é geralmente considerada em mulheres com menos de 60 anos ou dentro de 10 anos do início da menopausa. É crucial que os profissionais de saúde avaliem cuidadosamente o perfil de risco-benefício para cada paciente. A via de administração (oral vs. transdérmica) e o tipo de hormônio podem influenciar os riscos. Por exemplo, o estrogênio transdérmico tem menor risco de TEV e colelitíase do que o oral. O tratamento da atrofia vulvovaginal com estrogênio vaginal de baixa dose é geralmente seguro e eficaz, com absorção sistêmica mínima.

Perguntas Frequentes

Qual é o principal objetivo da terapia hormonal na atrofia vulvovaginal?

O principal objetivo é o alívio dos sintomas locais, como ressecamento, dispareunia e irritação, sendo as preparações de estrogênio vaginal de baixa dose eficazes e seguras para sintomas moderados a severos.

Como a via de administração do estrogênio afeta o risco de colelitíase?

A colelitíase e a colecistite são mais frequentes em mulheres que usam estrogênio por via oral, devido ao efeito de primeira passagem hepática que altera a composição da bile.

Quando a terapia hormonal é considerada o tratamento mais efetivo para sintomas vasomotores?

A terapia hormonal é considerada o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores moderados a severos na peri e pós-menopausa, que afetam até 80% das mulheres.

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