Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Em relação ao tratamento hormonal no climatério, é correto afirmar que
TH no climatério: Carcinoma de endométrio estádio 1 tratado e em seguimento > 2 anos PODE fazer TH em casos selecionados.
A terapia hormonal no climatério possui contraindicações bem estabelecidas, sendo o carcinoma de mama uma contraindicação absoluta. No entanto, o carcinoma de endométrio estádio 1, tratado e com seguimento prolongado (geralmente > 2-5 anos), pode ser uma exceção para a TH, especialmente se os sintomas vasomotores forem intensos e não responsivos a outras terapias.
A terapia hormonal (TH) no climatério é uma opção eficaz para o manejo dos sintomas vasomotores e geniturinários da menopausa, além de prevenir a osteoporose. Sua indicação deve ser individualizada, considerando a janela de oportunidade (geralmente até 10 anos pós-menopausa ou antes dos 60 anos) e a relação risco-benefício para cada paciente. As contraindicações da TH são um ponto crítico para residentes. Enquanto o carcinoma de mama é uma contraindicação absoluta, o carcinoma de endométrio estádio 1, tratado e com seguimento prolongado (geralmente > 2-5 anos), pode ser uma exceção. A via de administração também é relevante: a via transdérmica é preferível em pacientes com disfunção hepática ou risco trombótico aumentado, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática. A associação de estrogênio com progestogênio é obrigatória em mulheres com útero intacto para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer. Em mulheres histerectomizadas, o estrogênio isolado é suficiente. O conhecimento aprofundado dessas nuances é fundamental para a prática clínica segura e para o sucesso em provas de residência.
As principais contraindicações incluem câncer de mama, doença tromboembólica ativa, sangramento vaginal não diagnosticado, doença hepática grave e histórico de AVC ou infarto do miocárdio.
Sim, em casos selecionados de carcinoma de endométrio estádio 1, tratado e com seguimento de pelo menos 2 a 5 anos sem recorrência, a terapia hormonal pode ser considerada após avaliação individualizada e discussão de riscos e benefícios.
A via de administração é crucial, especialmente em pacientes com disfunção hepática, onde a via transdérmica é preferível por evitar o metabolismo de primeira passagem hepática e reduzir riscos trombóticos, como o tromboembolismo venoso.
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