UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Em relação à Terapia Hormonal (TH) no climatério, analise as assertivas abaixo:I. A estrogenioterapia sistêmica é o tratamento mais eficaz na presença de sintomas vasomotores, estando disponível em diferentes vias de administração e esquemas terapêuticos, e a escolha deve ser individualizada.II. Faz-se necessária a combinação de um progestagênio (cíclico ou contínuo) ao estrogênio em mulheres com útero.III. O uso de testosterona em mulheres não é aprovado pela ANVISA e, quando realizado em off label, deverá ser feito por via transdérmica, associada à TH convencional. Quais estão corretas?
TH climatério: estrogênio sistêmico eficaz para vasomotores; progestagênio essencial com útero; testosterona off label via transdérmica.
A Terapia Hormonal no climatério é individualizada, com estrogênio sistêmico sendo padrão para sintomas vasomotores. A adição de progestagênio é crucial em mulheres com útero para proteção endometrial. O uso de testosterona é off label no Brasil, mas pode ser considerada via transdérmica.
A Terapia Hormonal (TH) no climatério é uma abordagem terapêutica fundamental para aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida de mulheres na transição menopausal. Caracterizada pela diminuição da produção de estrogênios pelos ovários, o climatério pode cursar com sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos), atrofia urogenital e alterações de humor, impactando significativamente o bem-estar. A TH, quando bem indicada e individualizada, é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores. A fisiopatologia dos sintomas vasomotores está ligada à instabilidade do centro termorregulador hipotalâmico devido à privação estrogênica. O diagnóstico da necessidade de TH é clínico, baseado na presença de sintomas incômodos e na ausência de contraindicações. É crucial uma avaliação completa do perfil de risco e benefício para cada paciente, considerando idade, tempo de menopausa e comorbidades. O tratamento envolve estrogênio sistêmico, disponível em diversas vias (oral, transdérmica) e esquemas. Em mulheres com útero, a combinação com progestagênio (cíclico ou contínuo) é obrigatória para proteger o endométrio. O uso de testosterona para disfunção sexual é off label no Brasil, mas pode ser considerado em casos específicos, sempre por via transdérmica e associada à TH convencional, sob monitoramento rigoroso.
As principais indicações incluem o tratamento de sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos), atrofia urogenital e prevenção de osteoporose em mulheres selecionadas.
A adição de progestagênio é fundamental para proteger o endométrio da proliferação excessiva induzida pelo estrogênio, prevenindo hiperplasia e câncer endometrial.
Não, o uso de testosterona em mulheres não é aprovado pela ANVISA no Brasil e, quando utilizada, é em regime off label, geralmente por via transdérmica e associada à TH convencional, sob monitoramento rigoroso.
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