HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Sobre a terapia hormonal no climatério/menopausa é correto afirmar:
Estrogênio transdérmico é preferível em pacientes com comorbidades metabólicas (hiperlipidemia, DM, HAS) devido a menor impacto hepático.
A via de administração do estrogênio na terapia hormonal (TH) é um fator importante a considerar, especialmente em pacientes com comorbidades. O estrogênio transdérmico evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que é vantajoso para pacientes com dislipidemia, diabetes e hipertensão, pois minimiza os efeitos sobre fatores de coagulação e triglicerídeos.
A terapia hormonal (TH) no climatério e menopausa é uma estratégia eficaz para o alívio de sintomas vasomotores e geniturinários, além de prevenir a perda óssea. A decisão de iniciar a TH deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, o tempo desde a menopausa, a presença de sintomas e comorbidades. Em mulheres com menopausa precoce (antes dos 40 anos), os benefícios da TH geralmente superam os riscos, sendo recomendada até a idade média da menopausa natural. A escolha da via de administração do estrogênio é crucial. O estrogênio transdérmico (adesivos, géis) é preferível em pacientes com comorbidades como hiperlipidemia, diabetes e hipertensão, pois não passa pelo metabolismo de primeira passagem hepática. Isso minimiza os efeitos sobre os fatores de coagulação, triglicerídeos e pressão arterial, conferindo um perfil de segurança mais favorável em relação ao estrogênio oral. É importante ressaltar que, em mulheres com útero, a TH deve incluir um progestogênio para proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer, que seriam riscos aumentados com o uso de estrogênio isolado. A avaliação contínua dos riscos e benefícios é fundamental para o manejo da TH, garantindo a melhor abordagem para cada paciente.
O estrogênio transdérmico é preferido nessas condições porque evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que resulta em menor impacto sobre os fatores de coagulação, triglicerídeos e pressão arterial, comparado ao estrogênio oral. Isso confere um perfil de segurança cardiovascular e metabólico mais favorável.
Na menopausa precoce (antes dos 40 anos), os benefícios da terapia hormonal superam os riscos, pois ela previne a perda óssea, reduz o risco cardiovascular e melhora os sintomas vasomotores e geniturinários, além de ter um impacto positivo na qualidade de vida e na função cognitiva a longo prazo.
Não, a associação de estrogênio com progestogênio em mulheres com útero intacto tem como objetivo proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer. O progestogênio antagoniza os efeitos proliferativos do estrogênio no endométrio, reduzindo significativamente o risco de câncer endometrial, que seria elevado com o uso de estrogênio isolado.
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