Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Sobre terapia hormonal no climatério, é CORRETO afirmar que
TH no climatério → menor dose eficaz para sintomas, individualizar tratamento e reavaliar periodicamente.
A terapia hormonal no climatério deve ser sempre individualizada, utilizando a menor dose efetiva para controlar os sintomas vasomotores e urogenitais, visando minimizar riscos e otimizar benefícios. A duração do tratamento também deve ser reavaliada periodicamente, considerando a janela de oportunidade.
A terapia hormonal (TH) no climatério é um pilar no manejo dos sintomas vasomotores e urogenitais que afetam a qualidade de vida de muitas mulheres. Sua indicação, no entanto, deve ser cuidadosamente avaliada, considerando a janela de oportunidade (geralmente até 10 anos pós-menopausa ou antes dos 60 anos) e a relação risco-benefício individual. É crucial entender que a TH não é para todas as mulheres e possui contraindicações absolutas e relativas. A fisiopatologia dos sintomas climatéricos está ligada à deficiência estrogênica. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e na idade da mulher. Antes de iniciar a TH, é fundamental realizar uma anamnese detalhada e exames complementares para rastrear contraindicações, como histórico de câncer de mama, doença tromboembólica, doença hepática grave ou sangramento uterino anormal não diagnosticado. A via de administração (oral ou transdérmica) e o tipo de progestagênio (em mulheres com útero) também são considerações importantes. O tratamento com TH deve ser sempre individualizado, com a premissa de utilizar a menor dose eficaz para controlar os sintomas e pelo menor tempo possível, reavaliando periodicamente a necessidade de sua continuidade. A via transdérmica de estrogênio, por exemplo, é preferível em pacientes com risco aumentado de trombose ou hipertensão, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática. A decisão de iniciar ou manter a TH deve ser compartilhada com a paciente, após discussão clara dos riscos e benefícios.
Os princípios incluem a individualização do tratamento, uso da menor dose eficaz para controle dos sintomas, reavaliação periódica da necessidade e duração, e consideração da janela de oportunidade para iniciar a terapia.
A menor dose eficaz é recomendada para minimizar os riscos associados à terapia hormonal, como eventos tromboembólicos e câncer de mama, enquanto ainda proporciona alívio adequado dos sintomas climatéricos.
As contraindicações absolutas incluem histórico de câncer de mama, doença tromboembólica ativa, sangramento uterino anormal não diagnosticado, doença hepática grave e histórico de acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio.
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