HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2015
Paciente de 52 anos foi submetida à mastectomia com esvaziamento ganglionar axilar. Ao retornar para revisão pós-operatória, recebe a informação que a análise imuno-histoquímica da peça cirúrgica foi positiva para expressão de receptores de estrogênio. Qual terapia hormonal adjuvante pode ser indicada?
Câncer de mama RE+ em pós-menopausa → Inibidores da aromatase (Anastrozol) como terapia adjuvante.
Em pacientes pós-menopáusicas com câncer de mama receptor de estrogênio positivo (RE+), os inibidores da aromatase são a terapia hormonal adjuvante de escolha, pois bloqueiam a produção de estrogênio periférico, que é a principal fonte hormonal após a menopausa.
O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres, e a expressão de receptores hormonais (estrogênio e progesterona) é um fator prognóstico e preditivo crucial. Tumores com receptores de estrogênio positivos (RE+) são sensíveis à terapia hormonal, que visa bloquear a ação do estrogênio ou reduzir seus níveis. A terapia adjuvante é administrada após o tratamento primário (cirurgia, quimioterapia) para reduzir o risco de recorrência. Em mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama RE+, os inibidores da aromatase (como Anastrozol, Letrozol, Exemestano) são a terapia hormonal de escolha. Eles atuam inibindo a enzima aromatase, que converte androgênios em estrogênios nos tecidos periféricos (principalmente gordura e músculo), sendo esta a principal fonte de estrogênio após a menopausa. O Tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), também é uma opção, mas os inibidores da aromatase geralmente mostram maior eficácia e são preferidos em pacientes pós-menopáusicas. A escolha da terapia hormonal adjuvante é fundamental para o prognóstico da paciente e deve ser baseada no status menopausal, perfil de receptores hormonais do tumor e comorbidades. Para a prova, é essencial diferenciar as indicações de Tamoxifeno (pré e pós-menopausa) e inibidores da aromatase (apenas pós-menopausa), bem como seus mecanismos de ação e principais efeitos adversos.
Os inibidores da aromatase bloqueiam a enzima aromatase, responsável pela conversão de androgênios em estrogênios nos tecidos periféricos, reduzindo os níveis de estrogênio circulante e inibindo o crescimento de tumores RE+.
Após a menopausa, os ovários param de produzir estrogênio, e a principal fonte de estrogênio é a conversão periférica de androgênios pela aromatase. Bloquear essa enzima é mais eficaz nessa fase.
Os efeitos colaterais comuns incluem ondas de calor, artralgia, osteoporose (pela redução do estrogênio) e aumento do risco cardiovascular.
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