CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Evidencias clínicas demonstram a eficácia de terapia hiperosmolar para HIC aguda no cenário de TCE, edema secundário a tumor, hemorragia intraparenquimatosa, HSA e AVC. Com relação ao uso de soluções hiperosmolares, assinale a alternativa correta:
HIC aguda → Solução salina hipertônica 3% (2-5ml/kg em 10-20min) ou Manitol para reduzir PIC.
A terapia hiperosmolar, com solução salina hipertônica ou manitol, é crucial para reduzir a PIC em situações agudas. A solução salina hipertônica a 3% é preferida em algumas situações, como hipotensão, devido ao seu efeito de expansão volêmica e menor risco de depleção intravascular, com doses de 2 a 5ml/kg em 10-20 minutos.
A hipertensão intracraniana (HIC) aguda é uma condição grave que pode levar a danos cerebrais irreversíveis e morte, sendo um desafio comum em emergências neurológicas. Sua etiologia é variada, incluindo traumatismo cranioencefálico (TCE), acidente vascular cerebral (AVC), hemorragias intracranianas e tumores cerebrais. O manejo rápido e eficaz da HIC é crucial para otimizar o prognóstico do paciente, e a terapia hiperosmolar é uma das intervenções de primeira linha. A fisiopatologia da HIC envolve o aumento do volume de um dos componentes intracranianos (parênquima cerebral, sangue ou líquor), excedendo a capacidade compensatória do crânio. As soluções hiperosmolares, como o manitol e a solução salina hipertônica, atuam criando um gradiente osmótico entre o plasma e o interstício cerebral, puxando água do cérebro para o espaço intravascular e reduzindo o edema cerebral. A solução salina hipertônica a 3% é particularmente eficaz, com doses de 2 a 5 mL/kg em bolus, administradas em 10 a 20 minutos, sendo uma opção robusta para a redução aguda da pressão intracraniana. No tratamento da HIC, a escolha entre manitol e solução salina hipertônica depende do estado hemodinâmico do paciente. A solução salina hipertônica é frequentemente preferida em pacientes hipotensos ou hipovolêmicos, pois não causa diurese significativa e pode até expandir o volume intravascular. O monitoramento contínuo da pressão intracraniana, da pressão de perfusão cerebral e dos eletrólitos séricos, especialmente o sódio, é fundamental para guiar a terapia e evitar complicações como a mielinólise pontina osmótica.
A terapia hiperosmolar é indicada para hipertensão intracraniana aguda em cenários como TCE grave, edema cerebral secundário a tumores, hemorragia intraparenquimatosa, hemorragia subaracnoidea e AVC isquêmico com edema significativo.
Para HIC aguda, a solução salina hipertônica a 3% é administrada em bolus de 2 a 5 mL/kg, infundidos ao longo de 10 a 20 minutos, com monitoramento rigoroso da pressão intracraniana e do sódio sérico.
Ambos são eficazes na redução da PIC. A solução salina hipertônica tem a vantagem de não causar depleção de volume intravascular e pode ser preferida em pacientes hipotensos, enquanto o manitol pode causar diurese e hipotensão.
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