Terapia Gênica: Definição e Aplicações Médicas

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

A introdução de sequências de DNA nas células de paciente com uma condição genética é chamada:

Alternativas

  1. A) Terapia gênica
  2. B) Reação de cadeia de polimerase
  3. C) Tratamento com células-tronco
  4. D) Nanoterapêutica

Pérola Clínica

Introdução de DNA funcional em células para tratar doenças = Terapia Gênica.

Resumo-Chave

A terapia gênica visa corrigir a causa raiz de doenças genéticas ao inserir, substituir ou inativar genes nas células do paciente.

Contexto Educacional

A terapia gênica representa um dos pilares da medicina personalizada contemporânea. Com o avanço de tecnologias como CRISPR-Cas9 e o desenvolvimento de vetores virais mais seguros, tornou-se possível tratar condições antes consideradas incuráveis, como a Atrofia Muscular Espinhal (AME) e distrofias retinianas hereditárias. O desafio atual reside na imunogenicidade dos vetores, no controle preciso da expressão gênica e no alto custo de produção dessas terapias de dose única.

Perguntas Frequentes

O que define a terapia gênica?

A terapia gênica é uma intervenção terapêutica que envolve a modificação da expressão gênica ou a alteração das propriedades biológicas de células vivas através da introdução de material genético (DNA ou RNA). O objetivo é tratar doenças através da correção de genes defeituosos ou da adição de genes que confiram uma nova função terapêutica.

Quais são os principais vetores utilizados?

Os vetores são veículos usados para entregar o material genético às células-alvo. Os mais comuns são os vetores virais, como Adenovírus, Vírus Adeno-associados (AAV) e Lentivírus, escolhidos por sua eficiência natural em infectar células. Existem também métodos não-virais, como o uso de lipossomas, nanopartículas lipídicas ou eletroporação.

Qual a diferença entre terapia gênica in vivo e ex vivo?

Na terapia 'in vivo', o vetor carregando o gene terapêutico é administrado diretamente no corpo do paciente (ex: injeção sub-retiniana). Na terapia 'ex vivo', as células do próprio paciente são coletadas, modificadas geneticamente em laboratório e depois reintroduzidas no organismo (comum em doenças hematológicas).

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