AVC Isquêmico: Critérios para Terapia Fibrinolítica

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher de 73 anos apresenta-se com sintomas de AVC agudo três horas e meia após o início dos sintomas. Ela tem histórico de infarto agudo do miocárdio há 6 anos, fibrilação atrial crônica e diabetes mellitus. A PA da paciente é de 160x100mmHg, a FC é de 88 bpm, e as ventilações 12 irpm. A paciente tem um escore do National Institute of Health Stroke Scale (NIHSS) de 22. A medicação diária inclui enalapril, metformina e varfarina sem controle laboratorial. Qual das seguintes afirmações é verdadeira sobre a terapia fibrinolítica para esta paciente.

Alternativas

  1. A) Esta paciente não é candidata a terapia fibrinolítica devido a sua idade.
  2. B) Esta paciente não é candidata a terapia fibrinolítica porque está hipertensa.
  3. C) Esta paciente não é candidata a terapia fibrinolítica porque está em uso de anticoagulante oral.
  4. D) Esta paciente não é candidata a terapia fibrinolítica porque já se passou muito tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital.

Pérola Clínica

AVC isquêmico agudo: uso de anticoagulante oral (varfarina) com INR desconhecido ou > 1.7 é contraindicação ABSOLUTA para trombólise.

Resumo-Chave

A terapia fibrinolítica para AVC isquêmico agudo possui uma janela de tempo restrita e várias contraindicações. O uso de anticoagulantes orais, como a varfarina, sem um controle adequado do INR (ou INR > 1.7), é uma contraindicação absoluta devido ao alto risco de hemorragia intracraniana, independentemente da idade ou pressão arterial controlada.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência médica que requer reconhecimento e manejo rápidos para minimizar o dano cerebral. A terapia fibrinolítica com alteplase (rt-PA) é o tratamento de escolha para pacientes selecionados, visando restaurar o fluxo sanguíneo cerebral. A importância clínica reside na capacidade de reduzir a morbidade e mortalidade, mas sua aplicação é restrita por uma janela de tempo estreita e diversas contraindicações, que devem ser rigorosamente avaliadas para evitar complicações hemorrágicas graves. A fisiopatologia do AVC isquêmico envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e morte neuronal. O diagnóstico é clínico, com confirmação por neuroimagem (TC ou RM) para excluir hemorragia e identificar a área de isquemia. O escore NIHSS quantifica a gravidade do déficit neurológico. A decisão de trombolisar é complexa e baseia-se em critérios de inclusão (como tempo de início dos sintomas < 4,5 horas) e exclusão. Fatores como idade avançada, hipertensão não controlada e uso de anticoagulantes são considerações importantes. No caso apresentado, a paciente está em uso de varfarina sem controle laboratorial, o que representa uma contraindicação absoluta para a trombólise. O risco de hemorragia intracraniana é inaceitavelmente alto se o INR estiver elevado ou desconhecido. Mesmo que a pressão arterial estivesse controlada e a paciente dentro da janela de tempo, o uso de anticoagulante oral é um fator impeditivo crucial. O manejo de pacientes com AVC isquêmico agudo que não são candidatos à trombólise envolve medidas de suporte, controle da pressão arterial e prevenção de complicações, além da avaliação para trombectomia mecânica em casos selecionados.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações para a terapia fibrinolítica no AVC isquêmico agudo?

As principais contraindicações incluem tempo de início dos sintomas > 4,5 horas, sangramento intracraniano prévio, AVC isquêmico recente (< 3 meses), trauma craniano grave recente, cirurgia recente, plaquetas < 100.000, glicemia < 50 mg/dL, e uso de anticoagulantes orais com INR > 1.7 ou tempo de protrombina elevado.

Por que o uso de varfarina contraindica a trombólise?

O uso de varfarina, um anticoagulante oral, aumenta significativamente o risco de hemorragia intracraniana após a trombólise. Se o INR do paciente estiver elevado (geralmente > 1.7) ou desconhecido, o risco de sangramento é inaceitavelmente alto, tornando a trombólise contraindicada.

Qual a janela de tempo para a terapia fibrinolítica com alteplase?

A terapia fibrinolítica com alteplase (rt-PA) é geralmente indicada dentro de 4,5 horas do início dos sintomas do AVC isquêmico agudo. Existem critérios de seleção rigorosos e contraindicações que devem ser cuidadosamente avaliados para cada paciente.

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