Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Sobre a terapia da doença de Crohn assinale a alternativa correta:
Doença de Crohn: Corticoides induzem remissão, mas não mantêm; Azatioprina mantém remissão.
Corticoides são eficazes para induzir a remissão na doença de Crohn devido à sua potente ação anti-inflamatória, mas não são indicados para manutenção pela toxicidade a longo prazo. Imunossupressores como a azatioprina são a base da terapia de manutenção para prevenir recaídas.
A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando seu manejo um desafio significativo na prática clínica e um tópico frequente em provas de residência. O tratamento visa induzir e manter a remissão, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada em indivíduos geneticamente predispostos, desencadeada por fatores ambientais. O diagnóstico é baseado em uma combinação de achados clínicos, endoscópicos, histopatológicos e radiológicos. A escolha da terapia depende da localização, extensão e gravidade da doença, bem como da resposta a tratamentos anteriores. O tratamento da Doença de Crohn é complexo e individualizado. Corticoides, como a prednisona ou budesonida, são eficazes para induzir a remissão em surtos agudos, mas não são recomendados para manutenção devido aos seus efeitos colaterais sistêmicos. Imunomoduladores, como azatioprina e mercaptopurina, são a base da terapia de manutenção, atuando a longo prazo para suprimir a resposta imune e prevenir recaídas. Terapia biológica, como anti-TNF, é reservada para casos moderados a graves ou refratários. O prognóstico varia, mas o manejo adequado pode controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.
Os corticoides são usados para induzir a remissão em casos de atividade moderada a grave, devido à sua rápida ação anti-inflamatória, mas não para manutenção.
A azatioprina é um imunossupressor que atua na manutenção da remissão, reduzindo a frequência de recaídas e a necessidade de corticoides, devido ao seu perfil de segurança para uso prolongado.
O uso prolongado de corticoides está associado a múltiplos efeitos adversos, como osteoporose, diabetes, hipertensão, catarata, glaucoma e supressão adrenal, justificando seu uso limitado à indução.
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